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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Poesia épica



Século XVIII

As terras insulas de Asvélûr,
são ipuãs banhadas
pelas espumas atlânticas,
é ficam a distancia  de 1/3 de horizonte da ponta sul de Tenerife.

Terras planas é férteis (A grande mesa dos deuses)
oferecida pelo mar,
"êponimo que envaidecia o estado farto de seus habitantes. "

Existiu ali, um fidalgo por nome Tito (Unigênito de Ohliel o tendeiro)
ficcionista é tradutor contista, que reluzia em seus escritos,
para todo o povo os degredos dos sentimentos,
que são omitidos aos olhos.

Este deixou escritos, datados do ano de 1851,
deixando aos encargos da história as memórias,
que davam fiel testemunho deste amor,

                                   Jáftér é Tháline
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Jáfter avalúrt   (filão de ouro é nobre de espírito)
terceiro na hierarquia do reino de Asvélûr,
fiel ao principado almejado em seus sonhos,
que despejaria sobre as gerações futuras .
 
Tháline scanden (uma amazona, herdeira boreal da ilha de Taiga)
tinha a bravura das auroras, que revelavam ao longe
Asvélûr, a se impor no horizonte atlântico todas as manhãs.
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Continuação  (as duas ilhas)

https://4.bp.blogspot.com/-3ZjXvy_x-Mk/Vz_Y5KD1rAI/AAAAAAAAUNY/Ize8emS_ng8fQXYNzfY3FDu2sw6kjEDyACLcB/s1600/taiga%25C3%25A9asv%25C3%25A9l%25C3%25BBr11.jpg


Taiga (O grande jardim dos mares)
peculiaridade,
das matas é bosques que cobriam sua superfície.

Nos séculos passados Asvélûr é Taiga foram extensões de si mesmas,
uma península interligada pelos mesmos sonhos,
é iguais ambições de prosperidade é paz.

Mas houve um conflito entre sábios, néscios
e conselheiros, 
que se assentavam a mesa dos seus regentes,
controvérsia impugnada é repudiada
pelos guardiões (habitantes é regentes) de Taiga,
é o elo forte que existia entre elas estava
se desfazendo.

Asvélûr era regida pelo Conde Déocilio
este trazia no sangue, a cor nua do solo sedento.
Matas densas é arvores frondosas,
reduzia a campos para seus arados, acreditava piamente
que a natureza,
era dele, (uma medida de semente)
para ser plantada.
 
Taiga fora confiada ao legado do nomeado visconde
Tâmero scandent, pelas raízes genealógicas que este tinha
com os povos indígenas.

Nobre de sangue verde, seu amor pela natureza se entrelaçava
nas copas das árvores, é sua alma se contentava
com o cuidado natural da terra.

Houve guerra entre os dois povos,
Asvélûr queria se impor, para usurpar de Taiga,
o chão  protegido pelas suas raízes.   
Para expansão de suas lavouras é exploração de minérios
valiosos.

A resistência de Taiga, foi como a força de uma mãe,
abraçada a seu filho,
diante de tal ardor acirrou-se batalha por território...

Intervindo para a paz entre ambos, é para o cessar
da guerra é suas baixas,
houve o concilio dos "Anciões"
é romperam entre eles qualquer vínculo,
assim anunciava em cada reino através de seus arautos
seus decretos de exílio entre ambos.

Estes ficaram conhecidos como os 
"Cânones  de Cizânia"

É a guerra findou-se entre as partes,
cuja bandeira, nunca foi branca como o anunciado,
é a posteridade entre eles seguiram divididas,
até o século XVIII
(dias de Jáfter é Tháline)

A historia segue narrada e descrita
por Tito (Unigênito de Ohliel o tendeiro)

Ano de 1835


....


 Jáfter avalúrt

As naus mercantes cruzaram os mares,
unindo as regiões mais remotas do planeta,
compra-se é vende-se de tudo pelo oceano.

Acasteladas naves cruzeiros, embriagada pela euforia de
seus tripulantes,

Flutuam pelos mares
-sóbrios, ébrios,
-fugas, sonhos
-esperanças, medos
-romances é tramas.

Enquanto o horizonte nada mais é que um infinito azul,
as vértices do inicio as maiores alturas alcançadas pelos olhos,
se refletem sobre o mar.

...um pequeno pontinho entremeando dois gigantes,
não há bravura que não se curve, diante de tamanha grandeza.
 
As ansiedades se acalmam, é todas as vontades se rendem as festas,
cujas valsas, são embaladas pelos ventos é ondas que
protestam por terem lhe sido negados esse mesmo direito.

E quando aurora surge no horizonte,
nada mais vê no calmo amanhecer oceânico,
além de uma silenciosa nau abarrotada de apaixonados,
pela vida ao léu
adormecidos em seus sonhos já realizados.

O desejo por carinho,
é como o cansado olhar de uma ave migratória
que vive de temporada,
de um lado a outro, o repousar de teu ninho.

(Impossível passar noites é dias sobre o mar,
e não se apaixonar (e não se entregar)  

Ou não é o amor a maior solicitude dos sentimentos?
E os desejos, a plenitude de uma paixão?
E a esperança?
-Não é esta que incentiva a busca?

-É não são as buscas que fazem os amores migrarem em bandos?

Até encontrarmos com as certezas, (ninguém é, de ninguém)
e talvez nunca seja, mas nunca desistiremos de procurar.
  
"Ah minha verde Taiga" quem me deras tuas mãos me tocassem!
"E com os meus fartos campos de  Asvélûr" pudesse abraça-la.

Quantos sonhos atracavam em teus portos,
é quantos outros partem dessas ilhas, para vos espalharem,
aos desejos do mundo.

"Granter tohfne, era um sábio portuário, que vivia entre as docas,
único habitante de Asvélûr, que conhecia Taiga,
este viajava sempre entre os mercadores, que negociavam com as duas ilhas.
Foi nas docas que conheceu é aprendeu com as filosofias iluministas
que se espalharam pelo mundo.   

"Granter o que me deve Taiga?"
-Indagava-o Jáfther.

"Tem coragem para fazer uso da própria razão!"

Refletia Granter aos ouvidos do jovem príncipe Jáfter,
a frase que estava revolucionando é regenerando o mundo
todo.

"Jáfther pensava sempre para responder"
 ...Sorria Granter é pensava consigo mesmo
(toda resposta indecisa gera uma duvida)
delas nascem as perguntas,
é logo em seguida morrem todas as duvidas.

"Granter tohfne  não há penhores dentro de mim,
nem me foi pedido nada em troca,
dos vestígios das guerras passadas."

Assim como meus antepassados, festejavam
em harmonia com Taiga
(quais outrora chamávamos de irmãos é concidadãos de Asvélûr)
E em nada tinham devedor um ao outro,
até que a soberba escureceu a soberania de Asvélûr,
como consta nos antigos escritos guardados nos cofres da biblioteca real.

Eu me recuso a posterar tal contenda,
até que me convença do contrario
Taiga não é devedora de meu país,
assim como não sou devedor
de meus pais é avós a parte obscura deles em meu legado.
  
E como também não  lhe devo a imediata resposta,
nem a ti ou aos oráculos dos sábios ou filósofos,
deste ou de qualquer outro tempo.

(Granter tohfne o filosofo)
Reconhecia que a maior autoridade
de um homem é essa:
 "Ser o completo dono de si mesmo!"

Jáfther Avalúrt foi mencionado entre os anciões como
"Filão de ouro é nobre de espírito!"
E o seu principado seria a fonte generosa, que
reuniria de novo Taiga é Asvélûr, em uma mesma mesa.

Ninguém herda o ódio,
o ciclo da vingança só vive
até chegar a alguém que ama.
 
Uns deixam heranças
-é outros são toda a herança,
que precisam ter!

Continuação...



 Tháline scanden


/Quando/ se dá motivos/ de sonhos a um povo/
se alimenta/ à/ esperança/ 

/Por baixo /das cinzas/ os motivos do fogo,
por cima/ dá/ terra à herança/

Em Taiga a fertilidade do solo era cantada,
a vida desejada, as estações do ano anunciadas.

Taiga trazia as cicatrizes desnecessárias,
que deixam as guerras.
(Se tem alguém que sabe se recuperar) 
esse alguém só pode ser mãe (Mãe natureza)
A primogênita dos filhos da terra.

Essa é uma introdução das cronicas de Taiga,
partes eram cantadas é partes eram reescritas
a memória, sempre será o maior acervo da vida.


"Tháline, tua idade é tenra, mas teu olhar é maduro."
(Sob o colo da mãe ouvia conselhos),
entre os períbolos que cercavam a residência
real, a menina sonhava. 
  
[Um dos Sonhos de Tháline]


''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''
Uma grande árvore ganhou vida,
estava coberta de pó, é um vento só a oferecia:
"Se quiser posso ser mais forte"
Me unir aos ventos do sul é do norte
é juntos assopraremos sobre ti!

Pra quê se posso eu mesma me sacudir é me limpar?
As demais árvores retrucaram-na dizendo:
Se ganhastes vida é pode sair por ai é caminhar
deixarás a este chão teus frutos?

Os três ventos assopraram forte sobre ela,
"Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu"
Toda a poeira foi desaparecendo
"Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu"
A árvore foi se transformando em uma mulher,
é todas os mares se encheram de ecos e estes diziam
"Nossa Rainha se levantou"
-suas folhas fortaleceram o lugar aonde estava plantada,
e novas pequenas arvores surgiram, é tinham os nomes de anseios,
-Solicitude -Paz -Harmonia -Prosperidade -Amor -e as aves correspondiam
"Nós somos a Esperança" 
é seus frutos foram espalhados por todo o mundo. 

Veio Vindo de longe, Um carvalho robusto arrastando sobre ele
grandes campos de trigo, aveia, arroz-
...E toda sorte de de sementes que se espalhavam como lençóis
cobrindo a terra, por onde passavam.

-este vinha ao seu encontro, e trazia nas mãos um imenso estandarte,
cuja Haste tinha um vermelho forte na parte de seu inicio,
 e a medida que subia na direção ao topo do mastro
via-se que o vermelho se esvaecia já chegando ao seu fim totalmente branco,
um branco que reluzia sobre aquela bandeira'
e sobre ela estava bordada a seguinte frase:

"Side by side forever"
(Lado a lado para sempre) 
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"Ei Tháline!"  Acorda!"
O rei, teu pai manda te chamar.

Está na eira das nascentes a sua espera!

Judite mais festejava que dava qualquer recado,
é tão rápido como chegava desaparecia,
"Pela batida do gado chegamos mais rápido ao descampado!"

O sonho de um homem é realizado quando ele acorda e se orgulha
de tudo a sua volta.

E a esperança de uma criança é tudo aquilo que lhe é permitido sonhar.
.

"Ele havia alcançado,
(ela iria além)

Setentrional ártico boreal que  escorre dos sonhos de outroras,
repousavam petizes, sobre teus ombros agora.

A cada dito alardeado de teu pai,
apontando para aquele imenso jardim contemplado diante de seus olhos
é agarrado a planta de seus pés.

Foi ali aonde as brisas frescas das matas,
 se misturavam maresia vazante que subiam vindas do mar,
(os rebanhos de cabras portavam se como atônitas,
ao brilho do olhar de Tháline).

A cada memória contada pelo seu pai a ela.

(Pode se dedicar um milhão por cada razão)
mas a unicidade do ser jamais será influenciada,
quando se nasce na historia
 (Dever-se-á ser historia)

Filha a mesa dos deuses se assentam os injustos,
quiseram por muitos anos, transformar em desertos é planícies
a nossa ilha, é assim arrancar de nosso próprio sangue,
as correntezas da natureza, que perduram desde a antiguidade em nós.

Lutamos como as arvores lutam pelo seu lugar no chão,
morreríamos todos se fosse preciso,
mas não antes de lutarmos até o nosso ultimo lenho.

Tudo isso que vês é nosso é de nossa gente.

Mas a terra esta cansada é as arvores envelhecidas,
tu deveras conhece-la como somos conhecidos por ela,
porque tudo isso que vês, é teu futuro
(teu) é de nosso povo.


Dali em diante a jovem Tháline, ingressaria em uma nova fase de sua vida.

O mundo em si, apesar de infinito aos olhos nativos
de seu povo, havia se aproximado, como se o infinito
procurasse pelo inicio de tudo.
Não havia terras a esmo no atlântico
 "Terra é mar interligados, tudo um mesmo mundo"

O comercio mercante, convencia-nos que tinham muito,
para oferecerem uns aos outros.

O ouro é a prata não eram apenas as moedas correntes,
daqueles dias,
todo tipo de mantimentos e provisões que houvesse em abundância
tinham em seu peso o próprio valor-
O mercado da barganha prevalecia.
O que sobeja a um a outro se vendia
daquilo que lhe faltava no mesmo peso recebia.


Junto com as ambições vieram os sonhos mais distantes,
o jubilo das nações cantando em seus navegantes.

Taiga tivera ao seu lado norte construido um porto,
cujo comercio local de lavradores é agricultores povoaram
com seus celeiros, é armazéns.

Dali se despedia é dali se recebia, quem se ausentava de Taiga
partia entre cortinas de lágrimas,
é sobra planícies de alegria se viam quando retornavam.

Tháline foi chorada um dia na emoção da despedida,
foi cruzar os mares até a outra ponta, para se especializar
nos cuidados com as plantas é a terra.


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(Prt:5) A epopeia dos reinos


Mar diluviano.

Os homens perdem os seus tempos
 mas os deuses nem sequer os consideram.
Na linhagens dos homens perdura a vingança.
Aos olhos dos deuses seus herdeiros,
 nunca ultrapassam os dias de uma criança.

Zeneleu gerado pelas entranhas de aurora,
da onde nunca havia saído,
das novidades de cada um pela manhã sorria.
Quando todos ainda não se vestiram,
 de seus templos mortais para adoração de suas próprias vidas.

"Foste tu o eleito Zeneleu para quebrar as rochas,
 de Terenaíd ( instigadora regente da vingança),
 é do lado de dentro dos homens alarida ecos não dissipados na memória
é no coração de seus veneradores.

Quando Tháline embarcou,
seguiram o vento pela linha imaginária a direita do horizonte ,
do circulo ártico. 
Zeneleu acompanhava a embarcação,
mergulhando entre as nuvens, e tramando intervir quando oportuno.

 '''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''


  A epopeia dos reinos (Prt:6)



 ...deuses da discórdia.

Na ilha de Asvélûr  , a terra havia sido explorada ao seu limite.
Algumas poucas reservas insistentes da floresta restavam,
as margens dos lagos quê submergiam,
doces do âmago do solo,em suas nascentes,
e das abundantes chuvas quê descarregavam muitas vezes ali,
o espectro leve das aguas transpostas  pelo mar.

Em Asvélûr havia uma raiz,
encravada nos cumes juízos quê regiam aquela ilha.

Dessa raiz, brotaram árvores impuras
dentro de seus frutos perdurava,
o veneno de Ûleander , antigo ancestral da família de Lavut Delium.

Lavut era o principal conselheiro do rei,
e assentava-se a sua destra.
Desde o início,
lembram se entre os memoráveis cânons não escritos
Quê Ûleander havia incitado a inveja de Asvélûr contra Taiga.

Dizendo-lhe aos ouvidos, as seduções da vangloria da avareza é da guerra.
Dizem quê no passado (antes das ilhas)

Ûleander Delium é Tâmero Scandet I, futuro regente de Taiga.
Caminhavam juntos, no elo quê une os irmãos de sentimento.
Mas um dia, Tâmero encontrará as margens de um rio,
uma pedra rara e vermelha (ambos estavam juntos)

Chamaram-na de sangue púrpura,
"porquê a força do sangue, têm o valor de uma vida"

Pouco tempo depois descobriram,
quê a pedra lapidada, valia menos quê uma vida,
"mas bem mais quê qualquer outro bem de comércio no mundo."

 Ûleander Delium foi contaminado pela pobreza da alma,
(espírito  ) envaidecido pela cobiça sólida, que consegue viver,
entre os mortais. -
Ignóbil Lascivo.

Em uma tentativa tentou rouba-la,
...era ocaso de outono é as névoas densas,
transformavam em vulto a silhueta qualquer.

Tâmero estava com o comerciante de pedras pôr nome
Porfitrio,
ao entrar em seu quarto para pega-la viu quê alguém,
deslizava em sombras de sua janela em fuga.

Ao segui-lo viu que desaparecia, as portas
da casa de seu amigo,
muito tempo incomodou as portas,
é sem resposta viu que não havia ninguém.

A noite pesava, é o frio obrigava a suspensão de
sua busca.

Quando amanheceu, foi avisado pelos moradores próximos
que Ûleander havia partido pela manhã com toda a sua família
(O pai é um irmão) " tudo o que tinha" 

 "Tâmero nunca conseguiu provar suas suspeitas,
mas o rancor ciumento de Ûleander não deixava duvidas,
quais outros motivos coincidem tão bem e ao mesmo tempo"
Senão este " A culpa cega"

Desses tempos vigoram, a prosperar a dissensão
entre ambos, um cuja a inveja nunca foi saciada,
outro cuja justiça nunca foi encontrada,
destes dois motivos, sofreram as gerações de Taiga é Asvélûr
de motivos dissimulados.

"Nunca haverá um preço, que satisfaça:
-A divida do usurpar
-As insaciedades de uma justiça vingativa
 -Os dias para a vida."

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 A epopeia dos reinos (Prt:7)


A sombra, o mercenário e a feiticeira. 

Jáfter estava sendo tentado, por si mesmo a ceder,
ou a se entregar as influencias, que tentam roubar de cada ser
seu direito de existir como único.

Lavut em uma noite sombria dentro de si, encontrará
a ressurreição de seus mortos.
E as almas do passado queriam retomar, o ódio em vida.
Lavut amanheceu sobre o monte Durl que provoca o mar com sua altura,
é a sua frente contempla-se a ilha de Taiga.

"Ah Taiga Taiga" as minhas raízes buscam por ti "

 Tão verde quanto a esperança de um inocente,
dormia na paz do oceano, é os vapores de suas matas,
são iguais a brancura das nuvens.

Um tolo por nome (Selomitre) estava por ali,
 ao vê-lo se colocou ao seu lado,
Selomitre era a posse livre de qualquer vento,
mais espalhava que reunia
suas sandices.

-"Lavut que fazes a essa hora a observar a frondosa Taiga dentre suas nuvens?" 

-Estou a imaginar "Como pode ter paz,
os filhos dos que perseguiram os meus ancestrais"

-(Selomitre)
Não és tu que serves aos ouvidos do rei (o conselho?)
...Suscita-o contra esta ilha é verás a justiça que teus pais não viram!

[Tolo dizer -de forte induzir,
o sábio em sua fraqueza se curvará diante de ti]

Lavut não se curvava a justiça,
que compensa os méritos,
 mas se rendeu
ao espectro do ódio que ressurge quando invocado.

(Se despedira do tolo Selomitre)
-é quando retornava,
revolvia dentro e si essas cinzas:
como incitar em teu rei a ira ao seu favor,

-são viúvas negras tecelãs de teias e venenos mortais,
todo é qualquer um
que regurgita a vingança é a mistura as taças de cristais,
para envenenar os amigos
é colocar homens (uns contra os outros)

Pensava Lavut Delium:

Fogem as traças, mas a ferida a um filho a justiça não farta.

Deste pensamento veio o plano,
no meio desse plano estava Jáfter
(O herdeiro de Asvélûr) próximo na sucessão do reino.

A rede do mau e seus pescadores estavam se preparando,
para este conluio Lavut convidará três nomes,
para representar os três odios:

1) Lantur (o sombrio) pouco visto e muito evitado
[deste nunca souberam a verdade]

2) Ibirlá  (a cigana banida) que habitava no charco de tirlâ,
[esta arrancará o coração de dois homens]

3) Theybad (todos são maus) Temido e suspeito mercenário
[sábio da morte]

"Jáfter deve desaparecer,
é toda a culpa deve recair sobre Taiga
é Tâmero Scandent"  
 Para que a guerra vingue,
é meus ancestrais satisfaçam-se em sua lápide,
a sede por essa espada.

"Assim foi elaborado o conluio

1-As sombras o arrastarão no meio da noite,
2-Ibirlá encantaria os sentinelas reais
3-Theybad deixaria rastros ate a ilha de Taiga.

E assim deveria ser feito."

(Prt:8)
Syrem a eleita



Naquela mesma noite houve tremores sobre as nuvens,
é rugidos na escuridão, a mesa dos deuses
foi incomodada diante dos planos mortais.

-Que tentariam interferir no curso natural da historia,
que provava sozinha, que os filhos dos homens são semideuses
é podem decidir o seu próprio futuro.

Tháline Scandent já estava sob a tutela de Zeneleu,
que a protegeria de Teneraíd.

Agora contendiam os deuses,
 contra Espaiti   o mau desejado o despertou,
(e ninguém será livre para escolher, coberto por este limo)

Os deuses de Asvélûr é Taiga sempre foram superiores,
como o é a alma dos remanescentes de seu povo.

E juntos trouxeram do passado, Syrem (uma ninfa alada)
que recusará seguir o futuro,
para que jamais o seu amado mortal
conhecesse a morte.

Foi concedido a ele habitar entre os deuses em um corpo imortal,
 ao lado de Syrem
é juntos vieram no tempo, até chegarem aqui.

E estes foram nomeados os guardiões de Jáfther.


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Poesia épica   (Prt:9)

A viagem de Tháline Scandent

Zeneleu, das nuvens alcançava os sonhos de Tháline,
como as chuvas que são atraídas pela terra.

-Os sonhos de Tháline, seguiam pelo mar,
atraídos para a realidade.

Uma noite após um temporal, dormia o mar cansado,
é todas as palavras dos tripulantes estavam guardadas em seus sono.

A lua parecia forçar a calmaria dos ventos,
de tão cheia, que estava a reluzir nas aguas.

Zeneleu sondava a embarcação.

Já havia se passado algumas semanas
é o destino lançado estava se aproximando.

Tháline acordará e caminhou até a proa,
e de costas viradas para a lua, chorou em silencio.

De suas lágrimas caídas, Zeneleu trouxe vida a um de seus desejos,
este faria companhia a ela, se transformando em tudo que ela mais desejasse
naquela noite.

Naquela noite, Tháline sentiu saudades de seu pai,
de sua mãe, de seus amigos e de Taiga.

Naquela noite Tháline, sonhou com todos é fora confortada,
antes de despertar a ultima imagem que lembrava era está:
Se apresentava a ela um sussurrar...
  
De repente, se viu acordada pela luz do sol,
que a tocava como se tivesse mãos.

Teneraíd (a instigadora) deusa da discórdia, (como não se sabe ainda)
"mas o mau está por todos os lados"
Mas só é despertado quando é aceito.

Lifta filha de Édico o marujo, nascera é crescera navegando sobre os oceanos,
fôra nela que Teneraíd, despertará a inveja é o ciúme, repentinamente.

Elevando os boatos que essa ouvirá entre os cais, de Taiga é Asvélûr,
que como canções enobreciam os herdeiros de ambas as ilhas.  

 Lifta se sentirá insatisfeita por quem era,
e começou a desejar uma historia que não é a sua.

 "Tháline sabes os rumores que correm por Asvélûr?"
Como os saberia se não houver quem os conte?
"Dizem que Taiga será retomada, é que todo o teu povo será expulso!"
E, que Jáfther já está sendo preparado para assumir os dois reinos.
(que tu não envelhecerás nas terras que envelheceram teus antepassados)

(Na distancia vãs são as forças,
e o coração revoltado não resiste ao endurecer)

Tháline tremia entre os seus pensamentos,
e no seu coração Teneraíd havia colocado uma cunha,
é como o lenhador, precisaria apenas de tempo para dividi-lo em vários pedaços.

Passou grande parte de seu tempo, se preparando para lutar pela sua ilha,
enquanto seguia os seus estudos.

Quando se tem pressa, as horas não passam,
e quando se tem rancor os dias ficam pesados,
é os sorrisos ficam mais calados.

Por todos os lugares aonde passou, morou e estudou,
inebriava a todos ao falar sobre Taiga,
a ilha, as tradições, as culturas e todos os hábitos de seu povo,
encantava o mundo.

E assim percorreu-se os anos da ausencia de Tháline, até o dia da sua volta,
entre o aprender é o ensinar
entre o viver é o sonhar,
entro o amar ou odiar!


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Poesia épica (Prt:10)


O desaparecimento de Jáfther

O dia era como um leão faminto,
rondando sua presa.
A manha era como o iniciar sinistro de uma vereda sombria,
a tarde como o caminhar da ave ao laço do passarinheiro.

O ocaso, era como o olhar gélido da morte que saiu a caça.

A guarda real estava cansada, ao cair da noite,
uma névoa destilava venenos em seus gases insurgentes
que subiam em direção ao palácio de Asvélûr.

Quem nunca espera pelo mau,
são as vitimas mais fáceis.

"Do que vos valeu vossas espadas
soldados de Asvélûr?"
"Diante da inércia todos os bravos caem"

Por vossos sonhos envenenados,
por Ibirlá vossa encantadora,
deslizou no meio de vós,
Lantur como se fosse sombra,
engoliu vosso príncipe Jáfther,
como se fosse a última luz de Asvélur.    

E pelos enigmas de Theybad,
ele se foi, como o mapa de um tesouro,
que nunca mais seria encontrado.
   
E quando aurora chorou sobre Asvélûr,
se levantaram os guardas,
-desejando nunca terem levantado deste sono,
que ao passar, trouxeram aos seus ouvidos,
os prantos da rainha, é o desespero de vosso rei.

"Filho meu Filho" Aonde estás o meu filho?
Assim se ouvia o sofrimento da rainha,
e do rei apenas o rugido de um animal enfurecido.

Havia serpentes de Tirlâ  entre os lençóis na cama vazia,
e as sombras da vergonha, pairavam sobre o semblante
dos sentinelas.

Um silvar triste é longo se ouvia do alto da torre,
seguidos pelos alaridos de convocação ,
conhecido por todos os soldados,
"o rei esta convocando"
Todos os comandantes  é seus regimentos,
tropas, cavaleiros é batedores.

O sol não conheceria a tarde naquele dia antes que todo
o exercito estivesse emparelhado para a busca do filho do rei.

Todas as divisões é batedores saíram a procurar por pistas,
e todas elas apontavam para Taiga.

E já era ocaso, é a noite não seria observada, até que o rei e sua rainha,
tivessem, noticias acerca de seu filho.

E assim, se fez a primeira noite não fechou os olhos,
nem a madrugada, trouxe silencio aos corações.

Lavut Delium, o mentor pérfido dessa trama,
lograva o rei com sua síntese, para o induzir,
a tracejar pelas linhas de seu mapa enleado.

Lavut não queria apenas a guerra, mas queria
Taiga, como um troféu da vingança.

"Na verdade não havia divida entre os Deliuns é os Scandent's
mas apenas um é o injustiçado, e o opressor sempre,
se empenha muito mais para confundir seus acusadores"

...Porque os justos se calam mais cedo,
 pra não perderem a paz da justiça,
no silencio da esperança.

Enquanto as trevas do ódio cobriam os corações em Asvélur.

Há sempre um clarão, por trás das noites mais escuras.
Assim como é no tempo, assim é nos sentimentos,
os dias nascem pra todos, mas apenas quem deseja recomeçar,
podem chama-lo de luz.


Os guardiões de Jáfther " Syrem a ninfa alada é seu amado imortal"
fizeram soar os medos sobre as intenções de Theybad (o sábio da morte)
este pouco conhecia o medo, mas sabia bem o que fazer com ele
quando estes lhe sobrevinham.

Olhou para o corpo inerte de Jáfther, é lhe faltou a coragem de pensar,
e sem pensamentos não existem decisões sábias.

O medo de Theybad, era menor que, o medo de matar,
e maior do que, o medo de morrer.

Syrem havia-o encantado roubando lhe o que mais gostava na vida,
a habilidade de ser desafiado, é a capacidade de nunca ser descoberto.

Sentiu medo quando descobria que em si, não existia mais a habilidade
que lhe protegerá,
seu forte dissimulado estava confuso .

Foram tantas vidas ceifadas por ele, e a única testemunha de tudo isso,
era ele mesmo, "Sua mente sempre foi a sua maior força"
e agora se sentia tolo,  e via em si seu seu maior inimigo
"O  homem que a si mesmo trai, não tem mais ninguém para confiar"

E tudo isso pensava
 "este jovem, certamente os deuses o protegem."

Mudará partes do plano, entregou o jovem inerte a um mercador pirata,
(que contrabandeava saques é espólios)
sob a bandeira pacifica dos mercantes,
do leste.

E recomendará-lhe que não o matassem,
mas que o abandonassem em um lugar ermo, em uma ilha qualquer
que fosse longe o bastante para que nunca mais fosse encontrado.

E acerca do restante do plano, o fez continuar perfeitamente como deveria ser.

Havia roubado alguns barcos de pesca em Taiga, e em um desses
colocou partes rasgadas das vestes de Jáfther é espalhara sangue sobre o mesmo.

E o deixou a deriva a uma certa distancia ente as duas ilhas,
é os ventos sopravam em direção a Asvélûr.

Logo chegaria as suas margens, como o premeditado.

============================================================= Poesia épica (Prt:11)
 
As  elegias cantadas em Asvélur  (pela ausência do filho do rei)


Nunca morres ó herdeiro,
(um a um) morremos todos,
por um brando passar ligeiro,
se te perder, morrerei de novo,
antes de meu fim primeiro.


 Minhas mão cansadas não se entregam,
buscam-te sem o encontrar.
Meus olhos caminham em trevas
foge a minha'alma a te procurar,
cansado o corpo ao sono renega.

Como anjos, são os amigos,
e os bons soldados ao guardar essa dor.
Até tê-lo de volta aqui comigo,
não a rei e nem a servo todos se curvam a essa dor.

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Poesia épica (Prt:12)


Decreto do desterro:

Todo homem que olhar a Taiga,
verá despejar sobre ela as taças,
do luto real, a vingança não passa,
ass. O rei essa lei sob pena de morte
a qualquer de seus súditos,
que não vigorar a essa ameaça.

Foi trazida a superfície na presença do rei,
os manuscritos passados.
Fel de amargura serve-lhe de conselho,
e todo acordo de paz foi desconsiderado.

Destruam,
 de Taiga
primeiramente seus portos,
depois considere inimigo do rei,
 todo mercantil,
ou cruzeiro que seguem aquela direção,
alimente-se o mar com os seus corpos.
Taiga será riscada é seus sobreviventes entregues
a Algoz  o meirinho e este lhes garanta a aflição.

Taiga a desterrada caminhou em nosso meio,
enquanto a bruxaria de seus filhos nos entorpeceu.
Arrancaram o unigênito do rei de teu próprio leito,
dispersos sejam também todos os filhos seus.    

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Poesia épica (Prt:13)


 A guerra desconhecida.


Houve guerra sem que Tâmero Scandent a soubesse,
era manhã, quando mercadores chegaram desesperados.
"Rei as aguas carregam a ira, é fazem flutuar a peste,
todos os portos incendiados, é os mortos estão por todos os lados!"

 E os que sobreviveram, disseram-nos
que navios vieram de Asvélûr pela madrugada,
e havia ódio em seus soldados, que bradavam
entre si, vinguem o filho do rei.

Tâmero mandou que recuassem todas as famílias,
e vilas que povoavam a orla do mar,
que estes abandonassem suas casas, a uma milha de distancia
prepararia o cerco com seu exercito para protege-los.

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Poesia épica (Prt:14)


Da liberdade ao refugio.

Acolhe Taiga os teus filhos aninhados debaixo de suas asas.
"Abandonem seus próprios lares é venham!"
O rei teu senhor é esposo ciumento de vossas almas,
é pai de todos os vossos filhos.

As florestas nos serviram de muros,
é os rios que nascem aqui, levaram os corpos de todos os nossos,
agressores até o mar.

Foge o sorriso dos rostos,
as crianças não brincam mais.
Se abraçam um ao outro,
são os medos soluçados dos órfãos
que perderam os seus pais.

As mães seguram firmes seus filhos,
os pais empunham suas armas.
Minha verde Taiga o que fizeram contigo
ou que temos nos com eles, que ajuízem-nos essa raiva?

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 Poesia épica (Prt:15)

O cerco a ilha de Taiga

Nem que nos fosse apenas um dia,
uma vida toda o sofreria.

Mas veio de todos os lados, por vários dias
até se unirem aos meses e estes chegaram a um ano.

O ano da escuridade,
não houve sonhos neste ano.
Não houve tempo para o amor,
o império da injustiça se mostrava soberano,
dos campos de Taiga ceifavam as flores.

É as arvores foram sendo derrubadas uma a uma,
e o reino cada vez mais acuado.

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 Poesia épica (Prt:16)


Jáfther na ilha de Murk

Syrem garantira a sobrevivência de Jáfther,
mas nem mesmo os deuses podem ajudar o coração do homem.
Quando este chora, quando este implora, quando este foi levado embora.

Syrem cuidará para que nascessem arbustos frutíferos
na ilha de Murk, (ali pouco se via o sol) é pouco se sentia do calor.
Mas a Jáfther fora preparada uma caverna,
é essa as encostas de um vulcão adormecido,
é da vida deste vulcão vinha o calor aquecendo-a.

Jáfther a chamara de saudade,
fazia-o lembrar dos abraços de teu pai é tua mãe.

Syrem mesmo sendo um deus, sentirá compaixão de Jáfther,
porque por amor um dia, esta se prendeu no tempo,
por amar.

Temendo que a solidão do mesmo, viesse a ferir-lhe a alma,
é a loucura congelasse seus sentimentos.
Deu vida a um arbusto de amora,
é deu a este a faculdade de pensar,
é o chamou de Hope, este dividiria com Jáfther
tudo o que se espera, é o mostraria tudo o que não se vê.

Hope surgiu como a esperança,
veio boiando até a praia, observava-o de longe
Jáfther e correrá esperando estar ali o seu socorro.

Quando se aproximou, do pequeno barco, já quase tomado pelas aguas,
viu que havia um homem inerte e já quase sem vida nele.
O socorreu, é ao reanima-lo percebeu que muito pouco este podia fazer por ele.

Mas não estava mais sozinho...

Hope tinha palavras como raios de luz,
sabia do muito um pouco...
Do pouco que rege o mundo,
trazia no rosto:
-O olhar profundo
-A capacidade de ver o que poucos viam
-Nem esmero sábio nem excelso louco
-Apenas uma dose inebriante de tudo (poesia)

Fizerá Jáfther sorrir/chorar
sonhar em um dia partir.

Contara a ele, as epopeias
da Grécia antiga até os poetas daquele tempo.

Compôs elegias para suas melancolias.
Escreveu cânticos para suas esperanças...
Murk em suas trevas, reluzia a perseverança,
as saudades estavam mais vivas as lembranças.


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Poesia épica (Prt:17)



Ela vem voltando, ao solo natal que se desponta por cimas das aguas do mar.
Quanto tempo passará por ela a fazendo maior, em beleza é graça,
diante dos olhos que hão de vê-la chegar.

Mas Teneraíd, queria trovões no céu e nuvens densas carregadas
com os raios de Ira, (a ordem que desperta os maiores trovões)
Gerará em teu âmago obscuro os ventos valhacoutos de seus desterros.
É  de teu imo ordenará emergir a inquietude para os mares, é de teu pretender
as mais altas ondas (quais não se curvam a minguem)  

Mas entre Teneraíd é a realidade, havia um portal guardado por
Agarndôr o sentinela imortal.
Que fora constituído em maldição, que todo o mal deveria passar por ele
em primazia, sentiria sobre si o terror do qual libertaria.

Agarndôr  arguira Teneraíd "O que tens tu que me convença?"

(Teneraíd conhecia a ermidade da solidão de Agarndôr)

Tenho-lhe a oferecer uma jovem de alma maculada,
é coração enegrecido!
E esta havia lha canonizada como tua protetora,
é Teneraíd lhe oferecerá (Lifta filha de Édico o marujo)
cujo ímpeto em endurecer o coração de Tháline fora baldado.

Os portões ínferos para a realidade se abriram,
o mar em falsa paz temente parecia dormir.
Quando as névoas se uniam no céu, e o azul
desaparecia de suas aguas.

 ...Tháline despercebida sonhava na proa quietude, das mares.  

Teneraíd induzira Lifta a empurra-la para que está caísse no mar,
mas Zeneleu como um anjo guardião estava velando por sua vida.

Mas a primeira intenção a se cumprir era a de Argandôr,
Lifta na verdade fora atraída para a borda da nau, assim libertara Argandôr
Pérbul uma besta lendária, que apenas as profundezas conheceram.
Esta inclinará todo o navio, vindo a arrastar Lifta para o fundo do mar
é entrega-la a Argandôr.

Tháline pouco percebera dessa breve tormenta, apenas a despertara,
(Zeneleu a apoiara em si, para protege-la.)
   
Naquela mesma hora, a noite tempestuosa interveio dividindo
o sol é o mar.
E as densas aguas tingiram de trevas todas as nuvens, que se ajuntaram,
todas contra sua embarcação.

Zeneleu (essa é a sua hora!)

Fizera com que uma das partes do vestido de Lafta emergisse sobre o mar,
é que os olhos de Édico o marujo o enxergasse.

Este se dera conta, que tua filha não estava no navio,
depois de procurarem por ela por todas as partes da nau.

Diante de seu desespero, via os restos das roupas de sua filha,
se afastando deles em alto mar. (Zeneleu o estava guiando)
Para os desviarem da tempestade de Teneraíd que os destruiriam a todos.

O comandante da nau fora induzido por Zeneleu,
a seguir os pensamentos de Édico.
(que ela estava viva de alguma forma) ela estava naufragando é os ventos a
distanciavam do navio.

Deu ordens ao contra mestre que mudasse o curso da embarcação,
sob as direções passadas por Édico.

Mas o maior medo estava porvir, a escuridão é os rumores dos trovões,
eram como o de todos os exércitos do mundo marchando contra eles.
É quando surgiram os primeiros raios, estes vieram certos como flechas,
incessantes lançadas pelos melhores arqueiros, da terra.

E o vento empurrava-os lançando-os de um lado para o outro dentro do navio,
como se fossem arvores mortas, que estavam presas a fracas raízes.

Por amor a um, os deuses são capazes de poupar toda uma raça.

Nem as fulgurosas ondas tingidas pelos lampejos dos raios, conseguiam-na derrubar.
Mas um a um dos que traziam em seus corações, os frutos de Teneraíd,
foram sendo tragados para as profundezas, é os berros estarrecidos desapareciam
deixando após si, o horror é o medo.

Foram horas eternas na dor dos sobreviventes, saudade imposta
que há de atormenta-los por toda uma vida.

Zeneleu evocara dos deuses feras do mar para protegerem os cascos
da embarcação, é as nuvens se aproximaram tanto das aguas,
que as ondas foram obrigadas a se acalmarem.

É acima das nuvens ouviram-se sons de uma luta,
cuja sombras de Zeneleu é Teneraíd eram projetadas pelos  relâmpagos
incessantes gerados pelo atrito dos deuses entre si.

Naquele dia os mortais conheceram-nos diante de seus olhos,
Teneráid fora derrotada é expulsa diante de todos.
Zeneleu estenderá suas mãos sobre o manto negro daquelas trevas
é a dividiu ao meio, encarregando a cada um dos ventos, o esvair
das nuvens.

E aquele ficou conhecido como "O dia de Zeneleu"


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Poesia épica (Prt:18)

Zeneleu e Syrem (a intervenção dos deuses)



Recompondo-se entre as baixas é danos causados ao navio, estavam todos,
quando Zeneleu fora saudado por Syrem a ninfa alada.

"Zeneleu filho de aurora protetor dos bons sentimentos
o que fazes tão distante de teus deuses?"

"Estou eu a proteger a vida de Tháline Scanden herdeira boreal da ilha de Taiga,
esta embarcação que vês, a tenho-na guardada da ira de Teneraíd
(a instigadora) Que se dedica a realizar a maldade de seus veneradores"

Cuja vida é futuro da ilha de Taiga fora-me confiado.

"Ora Zeneleu príncipe eterno diante de meus olhos o tenho"
Porque na ilha de Murk tenho escondido Jáfther filão de ouro é nobre de espírito
príncipe herdeiro de Asvélûr, cujo destino também tentaram antecipar,
para acender a guerra já está ocorrendo entre as duas ilhas.

Certamente Zeneleu nossos deuses ja antecediam a tudo isso,
é por tais motivos está aqui!

Será bom para o príncipe conhecer a herdeira de Taiga,
e certamente nos uniremos para cessar o reino da discórdia
sobre as duas ilhas se os retornamos juntos.

...Zeneleu se aliara nessa intervenção a Syrem.

Mergulhou nas aguas do mar, é foi buscar por Lina uma sereia
daquelas aguas, que por gratidão sempre atendia o pedido dos deuses.

A esta ele pediu que imitasse o som de Lifta filha de Édico o marujo,
aos ouvidos de todos na embarcação, é os atraíssem ate as proximidades da
ilha de Murk.

E assim fez Lina a sereia, entoou em som frágil aos ouvidos de todos,
a voz de Lifta,
os motivando a seguir por aquela direção,
por qual a voz sempre os guiaria até Murk.

Estavam cansados, é a embarcação deveria ser reparada antes de retomar
a rota por qual seguiam. Quando logo ouve-se a voz de um grumete
anunciar "Ilha logo a frente!"

Todos suspiravam aliviados, porque logo teriam sobre os seus pés,
a confiança em si mesmo.

(Menos Édico o marujo) seria consolado de sua dor,
olhava para a agua como se se afastasse dela estaria se afastando de sua filha.

Zeneleu é Syrem decidiram, Lina a sereia poderia leva-lo com ela,
é que a este concedesse o direito de sobreviver nas aguas como ela tinha.
(Entenderam entre si, que ele deveria ser poupado dessa dor)
Porque a escolha por Teneraíd foi de sua filha é não sua.

É logo se ouviram o seu corpo caindo no mar, olhando para o céu,
é o seu rosto não demonstrava medo, mas alegria
como se mais nunca fosse se separar de sua filha,
mais nunca foi encontrado o seu corpo.
 

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 Poesia épica (Prt:19)


Jáfther e Tháline na ilha de Murk



Jáfther é Hope se alegravam ao enxergar ao longe a aproximação
daquela embarcação.
E Hope fazia menção de suas esperanças em gratidão a felicidade de Jáfther.

"Antes que a dor nos consuma
e os sentidos se afastem de nós,
o que ainda lembramos ser amor,
ouçam-nos aproximam se as vozes!"

"São os cruzeiros que desceram do céu,
os mercadores de pedras preciosas.
Trazendo o resgate a estes léus,
são tão lindos como o enxergar das rosas."

Os primeiros tripulantes desembarcavam em seus pequenos barcos de encosta.
 Murk apenas penumbrava muito pouco, parecia estar gostando
de anfitriar tantos estranhos.

 Foi ali mesmo, aonde as poucas luzes chegam,
lugar ermo para os desterrados é banidos.
Que os deuses escolheram para os aproximarem.

Jáfther e Tháline, para provarem e deixarem registrado
na historia que nem mesmo as trevas, podem impedir....
nascer/crescer/e/vencer o amor.

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Poesia épica (Prt:20)
 
 Hope poetifica Tháline Scanden


Centelhas incessantes cintilam,
rupturas dilaceradas por onde foges.
Escapam flechas dos olhos que brilham,
trazem segredos em seus alforjes.

Cuja moça em suas asas,
é sagaz estrela em nimbo pardacenta.
Por desejos, foge -a caça!
Com bramido pachorrento

Inspira te Hope? Agora poeta!!!
O que dizes o medo amado?
Um escudo a quebrar flechas-
peleja só sem teu soldado.

"Tháline é alarido de primavera"
cujas flores a reverenciam...
Tão bela quanto ela muito poucas se viam !


São teus cabelos longos afagando a terra,
até mesmo o pó deseja toca-los!
Como lianas entrelaçadas entre as arvores
em suas tranças se uniram aos milhares...

(E quem não quereria observar o mundo do alto de tuas copas?)
E colher dos frutos de teus lábios?

 "Tua alma alva -cuja sombra não apaga!"
Fez-ferver o coração das duras rochas...
Jáfther é tal, qual, as dores já são partas,
em Murk árduo, brotam rosas.

Rosa meiga,
levulosa que se esconde entre colmeias,
tem os olhos dessa donzela, suculentos favos,
linfas suntuosas regam tua seiva.  

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Poesia épica (Prt:21)


Hope poetifica Jáfter Avalúrt

Quantos ódios tinha eu?
"Uma des'medida de ouro por cada porção de barro!"
E muito pouco me feriram os deuses,
nem quebraram o meu coração!
-Nem me libertaram deste ocaso!

Ah inimiga minha,
quantos esquálidos fantasma terei de matar?
Para que tu me-sejas por rainha?
Vou-morrer-me todo macilento, do  passado
para hoje poder te amar...

"Jáfther, (feras temidas do mar) eu te desconhecia,
e do abismo luar, subiram os dragões" ...

E aos rumores da noite os dias tremiam,
lendas servidas  -"fel com bebidas
misturada  aos escorpiões."

Que veneno é esse que mata?
A arvores ainda não nascidas...
Cujos corações se encontraram em terras escassas,
dos reinos e terras divididas.

Lança lua tuas tranças,
para escalarmos até o céu!
Estampido impetuoso, e a luz que canta,
ouviu-se Skopos profetizar por estes ilhéus...

''Sabes ser minha rainha"
saberei ser teu rei!
Ao ártico não retornas sozinha,
nem a futura rainha
nem o futuro rei.

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Poesia épica (Prt:22)

O mar é o amor...

As aguas estremeceram tímidas,
quando as nuvens se recolheram
 -As estrelas sorriram para o mar,
e a lua inteira se despiu de seus prazeres...

Quando nua a branca luz,
deslizava sobre o corpo...
-"A nau deste fulgor
deslizava sobre as aguas."

Morfeu abraçado a quimera,
viu a mãos dos anjos se tocarem.
"Zeneleu ,-Syrem e seu amado imortal,
as harpias tenebrosas viu se dispersarem."

O mar é o amor de profundidade igual...
Se remove-los da terra o que nos sobra?
"Uma terça parte diante do mal
quanto menos temos mais nos rouba!"

Plagio abismo, o universo o fascina,
o coração põe guardas de um infinito...
Imensidão de imensidões regeneram a vida
o amor tem paraíso próprio de gloria sucinta.

"Quantos oráculos se curvaram,
para aprenderem a ouvir"
Nem mais os loucos, dispares falaram,
é sonhavam os poetas na inspiração porvir.

Um mundo se concebia, nas entranhas de um nascido 
o mundo não sabe explicar -nem o mar falar...
Sente se o amor -Aprende se a amar.

"Sabe-se que o amor,
veio da ilha da fantasia,
e quando chegou não quis
mais partir!"

...Lá ele não existia,
como existe aqui...

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 Poesia épica (Prt:23)

Ilhas caliginosas


Estavam seguindo,
a trilha das morsas, que tracejam
a 1/3 de Tenerife ao horizonte.

É, os ventos sentiam ciúmes,
e os assopravam suavemente...
 
Por dias navegaram incólumes,
os seus remanescentes.

Até que nas encostas da distancia
avistaram, suas ilhas...

Um vulcão fumegante,
formando nuvens de trevas...

Lamúria a alma de Tháline,
lamentoso o coração de Jáfter...

Ficam assim os olhos quando se deparam com a guerra...

Quando as mãos se consagram,
conforta-se a dor...

"Lágrimas a esperança apaga,
mas tudo que pode ser, [ressalva]
o será, através do nosso amor.

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Poesia épica (Prt: 24)

Dois reis mortos

Quem sabe desse dia? O que anda se aproximando desse porvir?
Dança viva voga pontuada, não existe rios em léu,
pelas vazantes do limo entranhas, vil Teneraíd em seu corcel!
Não há principado que justifique o mau escolhido aqui.

Déocilio reges Asvélûr com cetro de ossos,
cujos fantasmas o reclamam...
A injúria dos soberbos não cede aos seus propósitos
e os obstinados se inflamam.

O que mais falta-te arrancar de Taiga ó infame colosso?
Não lha desarraigou  grandes árvores é vidas inocentes?
Reduzida foram tuas vidas é nos restaram tão poucos,
quiséramos ser tão numerosos como no seio do solo são nossas últimas sementes?

Se o homem conhecesse o momento certo de sua própria morte,
este socorreria o seu próprio ar,
até que este lhes sugasse os pulmões,
morreriam de sangue quente das batalhas, e não conheceria a dor.

"Sabes tu Teneraíd que a alma dos mortais é intocável?"

...Mas todo homem que compra aliados ao invés de pleitear amigos,
perde muito mais de si mesmo desconhecendo até mesmo o pior de teus inimigos!

Teneraíd instigará a discórdia, e está não fora forçada,
o mau não caminha sozinho, "Há alguém lhe arrastando pelo caminho!

Déocilio estava em um barco de guerra, da onde assistia a morte de si mesmo,
aplaudindo as vidas que ele mesmo ceifava!

(Apenas é o suficiente que o mau encontre o coração do homem,
e este mesmo lhe entregara a própria alma)

Teneraíd subira para ceifar nos campos de tênebra cujas flores,
são coroa de espinhos, e cujos poetas são ferrenhos cultivadores,
que incentivam o crescimento de paupuãs em vossos átrios
aonde se deslizam  Taipan's venenosas.

Destas quais Teneraíd coabitará em secreto
para arrancarem do coração de Déocilio todo o seu mau.
E lhe fora arrancado as Dioneias e paupuãs pelas raízes,
cujas teias traziam-lhe o coração,
e sobre suas folhas corroíam a sua alma.

Antes que teus olhos se despedissem da luz, chegara ao seus ouvidos
que Jáfter teu herdeiro estava vivo!
E a ânsia da morte se tornou mais cruel que a mesma. 
E o que lhe sobrara para amar foi o abismo.

Cujas paredes estavam repletas de taipans e estas subiam em direção
a Asvélûr, e seus olhos eram das bestas que assombravam os abismos do mar!

Houve-se então vilipêndios balburdios é clamores
assolando os que se assentavam a mesa do rei.
Um a Um tombavam como ao machado do lenhador,
o curvar das arvores mortas.

As trombetas enunciavam em esguioso ruído o toque fúnebre
dos nobres, e todo o cerco a ilha de Taiga foi se recuando.
Como a sombra das altas montanhas anunciando ocaso,
e se esvaíram a chegada de aurora, expulsando as trevas.

 Tâmero ainda vive para ver o que lhe restará de seu povo,
e para lamuriar entre as cinzas contorcidas e fumegantes das arvores de taiga,
que se contorciam pelo chão.

Não se sabem até os dias de hoje, o que o matara naquele dia,
se a fome do isolamento no cerco, ou se cada verde apagado
de suas matas lhe recusavam abandonar sua alma.

Ele jazia em lágrimas sobre o solo que lhe criara,
que lhe amamentara com os seus sulcos,
em suas lágrimas se desmanchava por amor a terra.
Como se fossem um só, a ilha também desconsolada sofria.

Quando Tháline desembarcou saiu a sua procura ,
por onde apontara os séquitos ínfimos de suas carnes,
cuja força que lhes sobraras vem pouco antes do morrer de todos.

Ao avistar seu pai deitado entre as aguas de regas,
e estas o cercavam como o abraço tenro de uma ultima mãe.
Que instintivamente sente ciúme de teu único e o leva,
para dentro de si, de onde jamais queira tê-lo deixado sair!

Tháline que dores a consomem...
Proibiu aquela nascente o chegar do gado, é os sedentos do sol quente.

Cujas margens rodeou de sementes das que mais amava,
e cravou lhe na parte mais alta um esguio madeiro
em sua fronte estendeu uma bandeira, pura como a vontade de seu pai,
e sobre ela escreveu "O Rei apenas dorme"
e até os dias de hoje correm vida daquelas aguas por onde passam,
vindas "Da fonte de Tâmero"

Cujas correntezas se moviam feitos sonhos, despertando
as sementes adormecidas
"Venham ressurjam destas cinzas!"
E todos os herdeiros das matas deixavam o ventre para conhecerem
a luz.
 As crônicas de Taiga foram cantadas na alma de seus sobreviventes,

"Óh tu me digas aonde estás o teu passado?"
"Óh sim eu te direi o que virá de tuas sementes!!"
"Óh tu me mostras tuas cinzas e a tua agua e formaremos o barro!"
"Óh sim eu te direi montão de barros se transformem em gente!"
 "Tragam as virgens magras seus alabastros"
"Bebam todos os fracos de suas nascentes!"

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Poesia épica (Prt: 25)

A glória dos filhos


Eu vi as cãs de seu avatar dizerem adeus,
e vi os calvos anciões se contentarem.
"Viva, Vivam todos, os filhos meus e os teus
até que na distancia vi se distanciarem!"

"R'estavam felizes
Sim
R'estavam raízes
Sim"

Asvélûr quantas vezes fostes mãe de reis?
Não sei!

Asvélûr é a mesa dos deuses remotos
que nos não conhecemos!

"Como está feliz em tuas ruas as Rebecas é as  Liras
 os estros as convidam para dançar e elas "Vão-sim-Vão"
dançando e encantando toda a ilha!
E despertando adormecidos corações

Eu as gritei "Serenas!!" Como quem as convida...
e os aromas sorridentes de seus hálitos me respondiam
"Jubileu venha!" Os deuses estão doando vida!!!
Eram tenras meninas, que pelos nossos campos floresciam.

Ouviram falar?
"As viúvas de Taiga recuperaram o vigor!"
 Respondiam-me
"Foi Tháline a noiva do rei quem as salvou eu sei!!

Ela ceva as corças com doces canções,
é embebece as planícies com  o seu amor!
"Foi ela!" "Foi ela eu sei!"
"Que resgatou o coração do nosso rei!"


Já se comprometeram os deuses acerca da harmonia
de Tháline é Jáfther.
Naquele dia
proibiriam as nuvens de existirem na noite!

E dariam para a lua uma porção dobrada de luz,
e ao mar lhe poupariam, dos fluxos e refluxos que incitam suas aguas,
iria servi-los de espelho para o intenso brilho daquele luar.

Fora dito aos anjos que cada qual entoasse uma canção
de amor em todos os corações na noite da festa!
As horas foram reduzidas a duas por uma, para que houvesse
a longevidade de um dia para este cortejo.

Assim cumpriu-se a vontade dos deuses,












mas naquela noite quando Tháline aparecerá aos olhos dos convidados.
Os deuses e os mortais a uniram as mãos e a reverenciaram,
até mesmo a noite em toda sua glória se rendeu a admira-la,
e todos os olhares se acenderam diante de sua beleza
que brilhava por si só.

"Jáfter tu és o sol permitido na terra, a se encontrar com a lua"
Diante dos olhos de todos,
cada passo que os aproximavam um do outro.

As brisas subiram dos campos e estas estavam nuas
e haviam se banhado no perfume das flores daquela primavera,
e ouve-se então o mais alegre silencio de todos os tempos
até que o sacerdote anunciará

"Jáfter de Asvélûr filão de ouro e nobre de espírito
Tháline Scanden Herdeira boreal da ilha de Taiga"
                                      
                                          "Vos declaro Rei e Rainha sobre todos nós!"

O jubilo dos anjos saltaram para dentro dos convidados,
em Asvélûr ouviu-se então a uma só voz e esta era como o som
das cachoeiras que correm pelas ladeiras, para contar-nos essa historia

"Taiga! Asvélur! Grande foram teus reis!!"
 "Mas os teus príncipes são maiores em glória!"

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 Poesia épica (Prt: 26)
Vão-se os deuses

Os deuses jazem esquecidos em suas quimeras,
trouxeram-nos vida como as bondosas fontes,
alimentaram nossas esperanças e encantaram nossas primaveras,
logo depois se foram seguindo o sol por trás dos montes.

 Os deuses vestiram-se de longas fabulas
dançaram entre si as mais belas lendas,
inspiraram-nos novas palavras,
e nos guiaram as novas sendas.

Mas eles se foram, como-se não (sem dizerem adeus)
além's utopias são campos virgens,
pra onde se mudaram Syrem seu amado e Zeneleu,
para reiniciarem novas origens.

Que vão sendo contado pelos oráculos da poesia por todo o mundo,
cada qual conhece um, superior em sua invencionice.
Mas a historia narrada não foi comprovada, nem se cercearam ao fundo,
se há espaço no universo há espaço nos versos ainda que não acreditem,
"Vão-se os deuses mas deixam-nos sua crendices!" 


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Poesia épica (Prt:27)

Máximas do tempo


Sazões do tempo -Contínuas -tem nos atendido.
Absortos lastros, "Sons de naturezas claras!"
(Endossam-nos) -Viventes todos -dependemos disso
Zarcões na mémoria  -Cintilantes utopias que se esbarram.  

"Quem soou injustiças? " Não fui eu!
Nem os petizes -franzinos são culpados.
Nem tu! Nem aqueles! E nem Deus!
(Devotos)
" A teoria do tempo - tem seu próprio discipulado!"

Toda invencionice se inspira na verdade.
Não há sandices -Ou crenças tolas
O que reges tudo isso? Necessidades

...Rogamos-vos -fundo destes poços!
Ao fugirmos olhar para cima!
Estenda-a-nós as chave destes calabouços...
Como descrita em Rimas (terra dos poetas)
Entre frestas negrumas -A luz se aproxima!

Quando Sub? Há se encontrar -Encontrar-me-ei com os culpados.

Tudo Ad'vança por um objetivo.
"Você têm sentimentos?"
Encontrar'ás os motivos.

Na Persona'Idade de teu tempo.

Enigmas, paradigmas, segredos, medos, e tramas.
                                                                            Sublima-os desejos  
                                                                                                      Que tanto reclamas!

Segue-se o epílogo

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Poesia épica (Prt:28)


 Jáfther e Tháline.

Entoares A'deus

-I
 
Quem a min'alma prover'á?
   Eu?
     Além de minhas quimeras
       Deus?
       
         Ouçam-me deuses grotesco 
        O quê falar!
           Revolvam-me por estes preços
          (Por este mar)

       Quê se enrijeceu por uma pedra,
           Premissa?
          À'correntezas -por -mares de guerras.
              Espasmos canhões!
              Minha Taiga refloresça incontáveis primaveras.
             Asvélûr mesa de vida
          Colham-na milhões.
 
-II

        Regadas lágrimas -belas viúvas
          Uma nos vale por dez
              Brotaram em nossas páginas  -cachos de uva
            Filhos de filhos ilheis.

     Dorme feto em teu leito -mar soberano
        "Meu Rei! "Meu Rei"
           Os plectros fertilizaram nossos rebanhos 
          (e eles estão se multiplicando)
         
             "Meu Rei!" Meu Rei!"
             A nossa Rainha veste mil estrelas
               -Em volta da lua!
              Todas  elas são advindas donzelas
              A nossa Rainha é aquela
              Lua!

-III
   
O reino é puro e de todo o povo
     Resultado dessas cinzas
    Nossos filhos são inúmeros brotos novos
         nossas mães são duas ilhas.
   
         Uma e o pão quê nos reúne
           Em uma mesma mesa.
           Outra o instinto e o perfume
           De nossa natureza.

Veio Ardil   -o forasteiro
Falando ditos vil
Fez-se senhor -Reis seus prisioneiros.

Veio então -O redentor
Pelas recâmaras dos corações.
Quanto maior foi sua dor - 
Muito maior foi seu amor.
 
Tinha sua destra a sua amada -
E uma espada
...Nobre -reluzia sua intenção.

-IV
 
Encantadas serpentes destilavam venenos.
Ibirlá de Tirlâ fez subir às trevas
Teneraíd evocou os dragões
e encantou as Taipans 
a fulminarem a terra.
 
Sim eu vi! Ò mau prevalecendo!


-V

Zeneleu ganhou vida!!!
Um mortal casou-se com Syrem
A mais bela de todas às ninfas
Em seus resplendores cavalgaram

 E,
Sob a pedra do marco evocaram o orto.
Três ventos tenebrosas dissiparam.
Deram ao luto, a paz de seus mortos.
 
E partiram -além -dessa utopia -Descansaram.

-VI

Eu? 

Pobre de mim - Relute'ria o poeta
Tito filho de Uhliel o tendeiro.
 
Cheguei a este fim -com nostálgica orquestra.
"Pedindo-lhes! Daí me mais vida?"
 
Para contar-lhes a odisseia D'seus herdeiros.

O estandarte e livre em todas às direções.
Move-o (o vento) -o tempo
"E os corações!"

Jáfther e Tháline
"Side by side forever" (Lado a lado para sempre) 


Fim.


(Lourisvaldo Lopes da silva)
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