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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

"O Autor Desconhecido."





...Descobrimos que a eternidade tinha o seu preço!
E que a nossa evolução jamais teria fim.
Também que este nosso corpo, nunca se sentiria 
completamente satisfeito.
Alcançamos as nossas pretensões de vida
chegamos ao lugar em que todos 
conheciam por "Esperança!"


Foram séculos e séculos de derrotas e tentativas frustradas
(Mas nossos pais não desistiram)
Milhares de vidas foram martirizadas em publico,
havia um peso desigual no que chamavam de Bem Comum
entre os nossos antepassados.

E a guerra foi sendo travada, por traz de estandartes de injustiças.
Classes diferenciadas -Religião -Política -Raças e povos!
Todos eles encontravam motivos, e criavam células
e disseminavam suas causas, como se todo o planeta fosse deles.
  
Mas a guerra Acabou! ...E ela foi vencida pelo próprio tempo.
   E apenas "Aqueles" que tinham os anseios e os sentimentos
mais verdadeiros sobreviveram.
O restante foram sendo consumidos entre si mesmos
e os mais fortes envelheceram assim como o ódio que eles tinham.

E os seus legados não foram perdurados pelos seus descendentes.
Mas nós fomos o fruto das sementes plantadas no passado.
E fomos os únicos herdeiros da terra, o auge da ciência
e da sabedoria humana. 
[Aonde nós estamos?]


As três camadas do Tempo;

Assim nomeamos -O passado -O presente e O futuro-
Acima desses três chegamos
Aonde acreditávamos ser o ápice e a glória
dos seres humanos. Todos sonharam com esse dia
Grandes, Pequenos, Ricos e Pobres.
Mas apenas nós chegamos aqui e neste lugar
O Destino já não interferia mais, nas nossas decisões.

No Passado; 
Foram sepultados os verdadeiros Heróis da existência
Temos memórias preservadas de seus rostos e de suas obras
para relembra-los, e aperfeiçoamos tudo o que foi
iniciado por eles assim como imaginavam fizemos e vivemos.

No Presente;
Novas e opulentas cidades foram edificadas
cada qual no lugar mais alto de sua região.
E, era para está geração, a profecia do apocalipse
"A batalha do Armagedom!"
Mas, ela não se cumpriu...
Todos os acordos nucleares e protocolos de segurança mundial
foram cumpridos, não havia sequer vestígios no planeta
de armas de destruição em massa.
E o aquecimento global não ocorreu como eles temiam.
Nós erradicamos a pobreza da terra, e restituímos ao planeta
o seu clima.
Todos os sobreviventes das últimas gerações,
conduziram os mesmos anseios.
E o dia do Juízo Final foi adiado!
 
No Futuro;  


Descobrimos eufóricos que não haveria fim 
para nós, em nossas posteridades.
E a morte não tinha o poder da surpresa e do medo
em nossas vidas. A plenitude da vida satisfazia os seres
em todos os âmbitos e fases de suas vidas.
Nunca antes, ouviu se dizer ou se encontrou registro 
de que "Amar concederá tanto prazer à alguém"
A Beleza feminina chegara na vértice de sua vaidade
e os homens de sua virilidade e varonilidade.

Toda essa fertilidade e amplitude que havia em nós,
era correspondida pela natureza, os campos da terra
cultivados por ela, eram extremamente verdes.
 E as cores das flores as mais fortes já vistas,
o ar puro acalmará as fúrias dos ventos,
e as chuvas torrenciais, tufões, furacões, deixaram de existir.

Os rios de agua doce "Tão limpos e cristalinos"
Quase invisíveis aos nossos olhos.
O mar recuará para o limite em que fora criado,
"em reverencia e respeito aos novos herdeiros do planeta."
Os picos mais altos do mundo e as extremas calotas polares da
terra voltaram a se cobrir com suas neves.

A ciência foi decifrada em todos os seus setores de pesquisa
Tínhamos o domínio e o controle de tudo que nos era oferecido pelo planeta.
 E nós orgulhávamos muito de nosso conhecimento
e inteligência superior.

E... Pensávamos! (que havia acabado)
"chegamos ao final feliz da historia dos seres humanos!"  
 Até que... Um dia começamos a perceber,
que não estávamos sozinhos no Universo.
   Este mesmo Universo que um dia descartamos
de nossas pretensões e anseios.
Porque já havíamos encontrado tudo o que precisávamos.

E começamos a nós sentir sozinhos
diante dessa ameaça.
Nossa evolução teve um preço
conquistamos tudo, e nenhum Deus, Anjo ou Ser Superior
existia ao nosso lado.
Não estávamos sozinhos no universo
mas nós sentíamos sozinhos, por não termos ao nosso favor.
Qualquer tipo de arma ou mesmo magia para 
nos defendermos.
E o pior não sabíamos de quem nos defender
A historia estava sendo alterada em seu final.
E tínhamos de fazer alguma coisa para impedir que isso acontecesse.

    "Quem sou eu?"

Um dos poucos voluntários que abriram mão deste paraíso 
para lutar contra ele;

O AUTOR DESCONHECIDO!   



Futuro épico "Uma Jornada poética contra o tempo!"


Inicio;

I
O Final feliz

"Um brinde querida!?!"
Sorrisos são tenros,
lábios úmidos.
...Em todas as vidraças 
existem vultos 
Nos prédios imponentes
casais quê brindam.

Vinte anos festejamos
no hoje para nós lembrarmos de ontem. 
E cada noite é única!
Como se fossem todas 
Primeiras e infinitas.
Envolvidos nos abraçamos
Cerrando-nos em nossas bocas.
Quanto mais eu a tenho 
(Em mim a retenho) 
Mais bonita!

Exatamente a meia noite 
Todos os dias
...às luzes do mundo 
São apagadas. 
Para admirarmos às estrelas.
Todos os casais todos os dias
Vão para às sacadas. 

Como é bom tê-la junto
a mim.
A luz dourada das estrelas 
Dão tê uma nova cor,
desconhecida... 
A preparando para ser Amada
Aqui nosso amor
Não conhece o fim.

Não há nuvens no céu
nas primeiras horas do dia.
A lua sempre sai mais tarde.
A imensa cidade é atônita
Há paz na terra " Ah Sim!" 


Cápsulas vazias encerraram os quartéis.
Nem os raios do sol ferem a nossa pele
A memória atômica foi esquecida.
Às crianças são como anjos
Sonolentos! Que dormem em nossos céus. 


O paraíso livre os encantam
Todas as vidas estão protegidas!
Anjos não são mais soldados
Enquanto elas correm enrijecidas
Tudo o quê procuram, abundante encontram. 


Nenhum nome aqui se repete
Ninguém há (que se sinta sozinho)
Lealdade é a grande prova disso;
"De tudo o que se sabe, nada se esquece"
Para cada dúvida um gesto de carinho
Cada novo amor nasce como uma bela rosa,
O Final feliz, foi tão desejado quanto é bonito.


II
No limiar do Ártico
Titubeia o langor n'áurea manhã
D'àurora se despedindo.
Palestros alados mergulham na alva
da fênix cujo brado homizio
depostas a dor.

Parcas timbres memorizadas
na cova profunda do seio.
À regozijarmos ventres cinzas
 nos lembramos.

Das rochas esmagadas
 sepulcros inermes.
Acúleos tenros remidos
acicatam o furor vegetal.

Praias brancas orleiam recuadas
templos, estátuas e mitos eternos.
Dádivas ou temores dos deuses
soterrados, quando o mar gigante ia.

Não me lembro ó Deus de ti
em tempo igual a este.
Pistas cadavéricas ajoelhadas
na cruz, abraçada família dorme.  

À quem deixo acato mérito?
Das harpas d'antes tocadas,
 bem d'antes da invasão sódica 
destas águas?

Tão frondosa terra 
-deusa fugitiva libertada!
Aqui chegamos.

Dez, de Dez grupos de pesquisadores.
O grado solene alça o planeta.
Tal dormente luta nunca se despede

No limiar sul do ártico
seguimos a corrente das brisas.
Sombras vivas se aglomeravam acima.
Centenas de milhares de aves do paraíso
nos conduziam, às prenuncias ensejadas;
"Nossos antigos rastros na terra."  

"Só deixar-te me retornas
à breve intensa volta."
Amada tão Amada és,
à alma, à terra 
e à mulher.
E os deuses?
III
Os Templos abandonados
 
 
 Legar as pampas relvas
 à suas remotas ruínas.
O que fizestes tu aqui ó
germe includente
que nos desconhece 
 cabal ciência.

D'stes nos ò caos -oculto;
os que degolavam quimeras
  Lastros difusos e apagados
aço retorcido e muralhas pendentes
à nós observastes!!!

Arco entesado cândido Orto
Jazes quase sem força
neste porvir.

No fim d'tal espaço
Debruçados em nossa origem.
Planeta, vil-a-macula desposado
depois de fria entranha
molesta terra foi morta.
 Mas levastes junto
o ímpio amante desconformado.

Pensamos tê-la virgem
a nossa frente.
Na tenaz lamuria
pequeno renovo em ti
foi o que sobramos.

Contemplarios inebriados
sabemos admira-la.
 E assumistes-à-ti mesma
azul celestial
nunca dant'és vista!

Cujo lampejo de glória
clareastes ao nosso dia
as mais próximas estrelas.

"Já é sol ocasiado
apressada viés aurora
e bem d'ntes já azul tão nova lua
 já sem ti existia.


 Dez homens, de Dez expedições,
eu, comandava uma.

Buscávamos antigas ruínas
 d'onde antes era orla
até que em seus artelhos
às torres altas foram submergidas.

Chegada migratória das aves
Repousavam sobre todos os pasmos
Na boreal floresta quase a tocar o céu
Densas nuvens q'antigas torres invadem.

Vês paladinos; "á jactante glória
do passado?"
Diante d'nossos olhos a superioridade
Neste lugar ponderas
supremo d'todos os templos.

Em excelsa soberba o luxo impávido
Antiga morada de deuses homens.
Que ousaram tomar pra si
de todos a terra!

Portões gigantes ferrolham suas entradas
deuses que sentem medo,
aqui eram adorados.

Galhardias volumosas galerias
contornando todo o eixo.
Inextricáveis sazões
em pequenas fendas
alimentavam-nos ali.

Não há vestígios dos Santos
na corte julgada.
Recolhemos sinais em nossas mentes
lavrar-íamos distante -sagaz ciência;
"O que houve um dia?"

...Ambos os deuses fugiam esconsos!!!
Abandonada alma lamenta;
"Uma ausência insuportável
para ambas divindades."

Sob áurea pura e santa
Maligno homem se escondia
D'tal-mente desvã
Orcos exércitos foram libertados!

Oráculos, cegos confusos
prenúncios mirabolavam
Anunciando-vos em qualquer nome;
Sozinho ficaste tu homem
sem os teus deuses.

Da esmagada frágil
raiz de Nazaré! 
À vaidade imortal de Faraó
Tão bela fábula conta
"deuses da mitologia!"
Vieram desviando-te
Até banir-te infiel semente.

IV
À ultima apostasia dos homens


Diz-me ávida ferida
cravada na fronte;
"Quais chagas causastes ao céu?"
Que lançaste sobre ti
pedras incandescentes?

Regurgitavas tu em teu cio
até que te vistes cercado.
Ilhotas aldeias ,
nos topos dos montes
morriam.

Temeroso o grande medo não se cumpriu,
nunca soubestes antigos mortais!!!
D'onde viria a pior de tuas guerras?
Homens loucos insanos intoleráveis.
Se destruíram cegos um a um.

A ira incontrolada despertou os demônios
D'tanto ódio e dor até que seu ultimo
corpo foi destruído.

Tão raros nobres rastejaram por vida
Tão negra foi a tarde 
 que a noite  veio como o dia.
Sem deuses não mas o servimos!

V
Remanescentes do caos

 Sobreviveram os nossos pais.
Ocultos nas selvas
multidões arrefecidas se encontravam.

Quando á nuvem negra deixou a terra
houve então um tratado.

E foi perpetuado até que nenhum homem
fizesse mais menção de algum deus.
Para que deles não nos lembrássemos

Porque fora em teus nomes;
"Oh Deuses de paz
Que evocaram sobre nós os deuses de guerra.

N'ste templo In-Profano
Recostado á gigante rocha foste edificado
Tua parede ao fundo.

Como se fostes um pequeno seixo,
cavastes-o  quase ao meio
É tal fome aguça por seio
Perdidos em tuas entranhas
Encontramos;

 IV
Apóstrofo Lacun Decreto


D'stes fossos ao limbo
E em crateras incandescentes 
tuas vozes se ouviram.
E sobre -nós vossas iras despejaram.

Ouve-nos agora supremos   
 Antes que a lápide se encerre
a vida se esvai...
E o cão lambe as próprias feridas.

Seremos irmãos 
Da terra que sangra
E das feras assustadas...

Às amaremos como não nos amastes!

N'este dia, fumego e cinza
Nasce Morre e Renasce
teu órfão, teu filho e teu servos
Seremos apenas nosso.
Como desejávamos no medo na dor e na fome
sermos teus.

Mas calaste aos nossos gemidos
Hoje encerramos-vos 
O mito, A lembrança e a Cruz.

 Assim nasceram e assim morreram
Todos os Deuses da terra e da Guerra.
Assina-se todos;
os olhos cansados, às mulheres famintas
e as crianças apavoradas.

Na nova herança a nossa frente
 toda saga e lembrança 
Dos D'_
Serão apagadas.

V
"Lendo este e tantos outros retornamos"


Revolvas tu -Crisólito horizonte!
D'onde ladram cães ao seus rebanhos.
Quem foram teus pais? Revigorados brilham.

"Nossos pais são os criadores dessa terra!"
Nove jubilar de vozes me respondiam.

Abóbada encurvante observava
dança amada do horizonte
Como se alegre os conhecesse.
D'outroras nuvens negras
pós é cinzas os escondiam.

Vistes ali, acanhada à flor da terra?
Como se medo sentisse
Como se o medo a abrisse
se exibe então

A nossa nação
é como a filha em disparada,
para encontrar-se com o seu pai.
As torres se envaideciam
caladas, à nossa chegada vinham

-A mãe de todos os sonhos
São as nossas mulheres quando despertadas
 E nossos filhos são os únicos anjos 
que conhecemos.

Os deuses foram riscados da história?
 Talvez teria sido mesmo necessário
Por que o amor é que merece as glórias

E ele veio até nós sendo passado
De geração em geração

Como a chama eterna
Que castiga o ímpio,
"Foi o sol por centenas de anos!" 

Se fosses teu tal manto negro
Terias nos consumido
Todos imperfeita morte. 

Que se esquivas diante do medo
quando este foges de ti.


VI
Precisamos do passado!


Inação profunda, de quem se lembras?
Tal, foi o lampejo, que do fogo recorda.
Q'vais sozinha pelo deserto esperança.
Na arcada do peito, procuras a senda

Não, saberia, eu, ser o caminho!
Se para trás eu confuso voltasse
Arquejos tamanhos me sufocariam
Não há bastante porvir d'aquém.

Não que eu force o teu rosto, admirado.
Quando pupilas em tua noite se escondem,

...Os mancebos saem a guerra
e, sem se perderem sonham as crianças.
E quando caem as distancias sobem as promessas
na voz do arauto, à palavra é forjada a ouro.

Mas qual ferreiro aquece as chamas,
En'quanto forjas em segredo as tuas armas?

Os dragões afogueiam os medos,
mas despertam os domadores.
Surge o olho traiçoeiro assunto
não há apenas gozo pleno à sua frente.

Como a proibida donzela que despreza o jardim
aonde todos os olhares se  revezam
E foges para as matas a renunciar teu brilho.

Certifica-ti mesmo ao passado
Com tua saudade não vivida.
Sabendo que nada mais, te atrai!

Não me exijas um fim, labirinto
No fim de cada horizonte cresceu uma muralha.

Passos apagados deixaram, Pandora
encerrada, na ciência; "Ó imortal não existe,
 -mas os mortos sobrevivem,
quando são relembrados."
Saga lendária humana;

-Não se apaga o lugar em que fostes plantado!
Sem o tal que acomoda os meus pés
seríamos todos apagados.
   

VII
Um presente infindo 

O malhete do julgo é presunçoso
Quando tal a si mesmo sentencia adiado.
Fere o desejo, à hora adiantada
Só uma justiça pretensa prevalece
à que assume a sua ambiciosa forma.

Se tenho-a, minha, tenho-a, agora.

Não há intensidade melhor que ti;
Que se d'screve ao meu olhar.
Anseia-me por ti -o lavor d'além
são minhas mãos à te encontrar
 Precisavas tanto dela quanto-à de mim.

Não há sinos que tinem aos ouvidos,
diante de tua voz, o silêncio jubila.
Como o anseio de uma suave rosa,
Em ti desejo, cada, eterno momento.

Coberta de nuvens me cobres
Com teu carinho. Desaguas nua
o teu véu, esculpida na rocha
Guardo-te minha.

Viver o auge do amor
é fundir-se ao céu.

Rejeito-me para que te sintas minha,
brada renuncia, na noite da saudade.
N'ste hoje dormita imutável tino
presente meu, na companhia dela.
 
 VIII
Um futuro incerto

 Volúvel vem vindo,
"nada amanhã já se cumpriu!"

-Nem hoje então se sabe!
O que será?

O mesmo destino terá um filho
 à se cumprir como legado.
 Que pouco viverá e pouco realizará.

 Disse-me uma vez o tempo;
Fim.

 E então se foi, como se ao recomeço
voltasse e de nós aqui não mais se lembrasse.

O ápice de todas as vontades, são as invenções.
Mas, quando de mais nada sentes falta.
Descobre-se o homem sem nada!
Triste rancor, tens em suas criações encerradas.

 Sabemos; "-descoberta a vida nunca morre
e todo homem que pensa que sonha dorme."
 
 IX
 Hoje se iniciou, pela manhã


Já 'inda nova manhã discorre
O bulício arcaico encontrado
Não ouve-se algazarra?" Lervan d'teus filhos!!
A neve recosta permanece em silêncio
Como se vulcão suscito viria
Enfileirados rincões se apoiam
Como as ínsulas que emergiram do abismo
dizendo às aguas, se curvem.
Assim atenta a turba maçiça
Linda seara uva para ser colhida.
Destas, ousas a mão do passado em linhas
Desmembrar recônditas entranhas
em brancas almas.

Chegastes no fim o homem cansado,
no tremor das mãos que o transferia
  como se fosse na pele marcada estigma
aos ouvidos soava as palavras introduzidas.

Cantavas ou morrias ferido, tu que d'outroras existia?
Decrepita lônganima a sagaz quimera
Lida e relida até sentir-se viva.

X
 Partes de um achado
Dizia; Uma distante mulher

Certa estou da morte in'dor
Explicito no mais alto monte  prospera 
O Vexilo pesado  d'um ultimo clamor
" Última família da terra!"
Caíram as correntes, mas infinito é o exílio.

Meu último filho ainda vive
(Melhor talvez se não vivesse)
Há alguns meses o sol se negou
a atravessar a rígida cortina
 
 E às poucas vidas estão nas mais fortes feras
Pra onde fostes?  Meu fiel companheiro?
Senti-lo perto em névoa confusa
mas há vários dias está distante.

Pensavas eu, que no sangue banhado
Encontrei-te amor!
Mas já seco és o sangue no chão
que sufoca o renovo e a flor.

Oiço-te nuvens despedirem seus últimos trovões
E a fraca brisa se arrastar.
Em meus pulmões, mas ele não vai voltar.

Como podia ter-te meu Ó estranho?
Livraste-me do  insano, d'antes meu amado
Disparate de cega fúria q'isera nos matar.
Meu verdadeiro amor viria de um estranho.
E viestes nos salvar...

E nos levastes consigo em fuga
como se partes fôssemos de teu corpo.
Sofreis por mim, em ajuda
o luto pelos filhos que foram mortos.

Apenas eu, e meu último filho
conseguiste abraçar.
Como poderias ,eu, n'ste mundo sem brilho
não dever-te grato amar?

O que levarei-te meu filho ao gargalo?
Para ouvir tua voz límpida me incomodar?
Mas, morto antes da própria vida
ele se esvai, e temos hoje o pavor e o medo
  dessa última fome.

Meu amor não devias se ausentar!

XI
São como estrelas luzes
que escalam a íngreme montanha.

Chegas ao meu ouvido o assopro da vil loucura
Faz-se passar por tua voz, ao longe.
Como se não bastasse-te morte assistir nos morrendo
Um Moribundo abraço não transferi meu amor
Meu filho tão baixo respira o ar d'sta tortura.
Não há maior, que a ultima dor!

O clarão de teu sorriso foi quem nos alumiou
No mesmo instante que as chama das tochas nos aqueciam.
Estava fraca mas senti-me forte ao ver que voltou
Mas meu corpo fraco não mas me obedecia.

Para me conceder-te minha gratidão
mas as poucas lágrimas em mim já o dizia;
  Que amava está ali em suas mãos.

Junto de ti meu amado, quem viera?
Não sabíamos eu e tu, mas não somos
e nem morreremos como a última
família da terra.


XII
No futuro perpetuadas lágrimas brotam


Em nosso tempo pouco se sabia
Pois tudo se tinha.
Não plantávamos mas muito colhíamos.

Ápice glória imaculada nos encontrou
nem se sabia do medo!
Mas distantes imaginávamos a fome.
Em um amor igual ao nosso
mas que prevaleceu contra o desespero.

Por hoje foi encerrada a leitura
e os livros guardados.

Mas a história vive, na procura
de quem pra ela foi entregado.

 "Já em casa havíamos chegado,
já vistes um distante olhar sorrir?"
Festejas após a guerra, a vida preserva
assim a sua dor. Para escavar na intacta rocha
 para que jamais se esqueçam
Aonde estás, deves aquele que o criou.

 Porque lacrimejas minha querida? (O teu olhar)
-Não é por ti mas por ela tenho indagado-me?
Não sintas em ti tristeza, da tal mémoria lida!
-Mas não estou triste amado, só temendo-te se me faltasses
...(Mas não vou te faltar)

XIII
Hoje nós marcamos assim;
III Milênio D.C Século não calculado.


 Hoje gritou-nos nossa primeira semente encontrada,
Fez-nos bem sabê-la escondida,
sozinha na fenda de uma montanha
 À nós quase morta escrevia, mas fostes resgatada.

Como brilhas entre às eternas trevas
A esperança de tê-la minha amada.
Em nosso tempo ressoa este amor
E no fim de um destino, encerra-se o futuro
Como o vento no fim de uma caverna
Quem dera-me soubesse antes que sonhar
deixaria ti mesmo aqui mais bela.

Se, lua!?! Hoje apenas hoje nos faltasse
Assim que a cidade fosse apagada
É meia noite, o céu merece o venero
Sabes lua, nunca d'antes, ela assim me abraçavas.
 À qual ouvido chegastes fez-te passado prospero.


  XIV
À CORTINA DO MEDO ANSEIA



Tinham medo dos Reis desposados
E das dores de suas Rainhas
parindo filhos para serem abandonados.
Tinham medo do que não Tinham

Da mão estendida estar manchada
Do abraço mortal, da Cruz vazia e do Punhal.
E de que um dia, todos os dias fossem escuros
E frios, silenciosos como a madrugada.
Medo do que não plantaram, e do que colheriam no futuro.
E que não existisse mais nada -além, (do final).

A voz que anunciava a paz
Pisava sobre os corpos na terra.
E, se proclamava dona dos espólios
Deixados pra trás, dos que fugiam da guerra.

Por isso nossos antepassados escreviam muito
Para terem às provas inexistentes  
Este conhecimento; "Muitos poucos estão juntos!"
A palavra que se cumpre não mente.

Estavam perdendo, e estavam diminuindo
No século da ciência o desafio da física,
A cura para qualquer doença, viagens ao infinito
Vidas em outros planetas, (mas ninguém há que acredite) 

E, essa incredulidade perpetuou
com a humanidade.
Por que nunca se confirmou.

Mas a lenda ganhou força
Algumas guerras se repetiram
E ninguém foi poupado
Nem a criança de colo, o idoso, o homem viril,
a mulher formosa ou a moça-
e, seu jovem amado se preferiram

Tamanho furor se ouviu
"Todos
Cegamente foram ceifados!"
Os homens loucos tinham o aspecto de morte.
Estavam em maior número
e eram mais fortes.

O medo deles então se cumpriu
O Mundo foi entre todos, dividido
Mas o Leão e o Cordeiro não se contentaram
Foram os sacerdotes e suas duas medidas
Na profecia todos eles (mentiu) 
E o mar então se avolumou
E rejeitou-se abrir para eles
e, apenas quem se escondeu ele não os engoliu
  
Tinham medo de quem eles acusavam
Mas nem do universo ou do céu
Desceu algum deus ou alienígena
Para se defenderem.
Completamente sozinhos estavam
E sobre a atmosfera estendeu-se um véu.

Como se a noiva da terra estivesse de luto
 Foram os vulcões submergidos acordados

Ferveram o mar em sua fúria
E o enxofre foi denso e pesado
E tinha um ciclo impertinente
Pouco subiam e já desciam,
e assim se misturavam ao pandemônio.
O homem então viu da ira soberba, a luxuria    
cujo manto de dores atraíram os demônios. 

Tinham medo das estrelas que surgiam durante o dia
Elas eram lançadas de algum lugar
contra a terra, esmagavam a paz e a porfia.
Seu gosto se espalhava pelos rios e o mar
E, suas aguas ferviam, iniciava então
a cerração de seus dias.


XV
ELEGIA FÚNEBRE (DOS POUCOS VIVOS)


Quanto tens contigo faminto? Além D'teu olhar?
Ó não me convém falar! Salobro é meu amigo "-Suscito, o meu pranto
é, como a agua do mar"

Tendes falta minh'alma da luz! Assombra-te n'ste Obscuro
Após atravessar as trevas (espero ver-te livre escuso!)
Quão nítido calvário na paixão d'sua cruz.

Minha amada está ressequida! ...Flor desolada e sedenta
é a minha querida. É noite rareado luar, e ela está sem brilho.

Encontrar-te-ei amor meu -Por favor não se escondas!
Me responda? ...(Não ouço-te Deus!) Nem sequer mas, te ouvirei!...

Para me ver definhando, aos olhos dos meus filhos
Q'me tendes como o brilho! ...Muito pouco eles estão enxergando!

Porque minha amada, estás vestidas de luto?
"-Foi a noite amor meu, estou nua, mas nega-ti a mim o escuro!
Mas mesmos assim amada, és minha
e, eu te procuro.

 Não chore os seus mortos, ó fraco e maldito!
Eles descansam no alto (Daquele azul infinito)
Que existia bem D'antes, que fôssemos transformados em ossos.

 Posso morrer hoje? Morte!!! Porque não tenho mais medo de ti!
A morte é fraca, foi a primeira a fugir, e à me esquecer.

  Espectra penumbra de teu ínfimo ser
Morrer-te lanças-me, absinta umbra, d'alva penúltima
antes do amanhecer a tua única flecha.
  

XVI
AMAR SEM VER E, SEM SE PERDER

Nem que o lobo, perdido no encontre
E que a serpente se enrole em meu corpo
E que a escuridão não nos devolva o horizonte
Seremos feridos e estaremos inseguros,
Segura-te amada, envolta ao meu pescoço...

Possa ser que não sejas mais a mesma
Mesmo estranha será amada
(Amor maior) Têm uma estranha , a beleza
Que não precisa ser enxergada!

Basta senti-la apoiada a mim
E eu caminharei por ti.
Peço-te, minha amada "não sinta medo
Quando na luz me encontrar
Estarei como o louco, desconfigurado!"
A escuridão impõe-nos segredos
Mas, basta-por-mim os teus olhos fechar
E serei por amar-te transformado.
(Como fomos no ausente luar)

 O amor tenha uma grandeza desconhecida
Q'precisa apenas ser sentida.

 Proíbo-te escuridão
Que amedronte minha amada
E que, ronde os nossos corações.
Por isso deixamos a candeia apagada.

Para esconde-la de ti "Assolação!"
Tive ciúmes de que a tocassem
Não ousem estende-las,
(contra ela) homem vil as tuas mãos
Melhor nos é, estarmos assim ...(E, que todos se afastem)
Apenas eu a amo, e vou defende-la
da ferrenha solidão.

Dissemos às estrelas; "Não venham!"
(Não mas, saiam no céu!)

A solidão é tanta que afugenta às feras bípides
não há cetro na terra, que as retenha... 
E elas devoram os homens desesperados, que se ocultam no véu
E d'ali eles amaldiçoam deuses e suas quimeras.

"Mas eu não quero mais nada
Apenas sobreviver por ela.
Uma caverna, uma esperança, eu e minha amada!"
Anda morremos d'amor por nossa quimera,
 que alimenta este nosso ardor...

 Quando os trovões se calarem,
e gritos de dor não mas ouvirmos.
E as densas nuvens se acalmarem
Nós vamos prosseguir
Juntos!

Até q'um último suspiro d' ar
fortaleça nossos pulmões...
Nos esconderemos do mar
 como do mar se esconde os leões
Juntos!

Na terra insiste a semente
(Após)  Se levantar...
Mesmo que ninguém mas tente
A natureza vai voltar

E no momento certo
Fale-tu  ao seco deserto;

"Às nascentes são puros
regurgitos cristalinos
No fim haverá um resto,
d'ste se erguera o futuro
lentamente ate que da fronte s'esvaià
ausente luz d'ste planeta escuro.


XVII
ÀS ESTRANHAS PALAVRAS DESCONHECIDAS


Tange retumbante, o bramido
Escavas contingente o brilhante
O quinhão intacto do diamante
Não se perturba ao alarido

Tão puro quanto a noiva
É o véu! No mesmo machado
Que dilacera o cipreste
Mezena molda o mastaréu
  Núncios distantes, arrefeciam o bordado

Desconhecido desdouro -lábel afronta!
"Escreves ai; O bumerangue lançado não volta
nosso conhecimento seguir-se-à sozinho
A cordilheira que no ártico desponta
Encerrar-nos emos ao pé da encosta
Na casa deserta de Deus faremos nosso ninho. 

Foi no degredo das turbas
Q'multidões renasceram
Após o holocausto do medo
Rebenta a nascente do novo legado
Homens que à outros se ajuntam
E nunca mais se perderam.

D'ali concomitantes noites e dias
D'senredavam suas tramas
Como se lembravam, assim escrevia
 Se não fosses descrito não saberíamos-nós
A dor que gera as chamas
No ardor que suportavam a sós.



XVIII
À INFLUÊNCIA PRÉDICA



A cada insólita descoberta, o vazio
aumentado acalenta.
 Ah dúvidas! Sombrias...
que movem a paz na brisa tormenta.

Não encontramos entre os vestígios
Aquilo que juramentavam!
As gravuras da besta indicavam o abismo
Diásporas reuniam-se sobre a fiel promessa
Isaque e Ismael se aliaram
Mas havia Peçanha mortal,
triangulo cúneo invadiram às brechas.
D'ste louvor ouviu-se o final.

Faltava- então a profecia
que o melhor seria sequestrado.
Mas gritos e lamentos destes lutos
não foram ouvidos naqueles dias.
Havia o planeta terra, sido abandonado?

Não havia pistas nos campos
Nem pegadas gigantes!
Se foram todas apagadas
Vieram então estes seres de longe
E de tão longe nunca foi visto
mais nada.

"Já teves a sensação de,
que está tudo muito perfeito?"
E que o perfeito está sendo ameaçado?
E que a ameaça, é, desconhecida!
E, que o desconhecido inspira cuidados?

Assim fomos influenciados a acreditar!
Nunca Dantes ousara o segredo
Nem a paz infinita algo almejar
Mas no fim do ultimo tempo   
Surge-nos um ultimo medo!

Era manhã, e nas manhas se colhia
O bastante para um dia
os abundantes frutos, nos venciam.  

Caçávamos, em grupo de caças
Coelhos, gado e algumas aves
A pesca nos rios transparentes eram fartas
Dádiva a terra promete,
e tão logo quanto precisarmos ela oferece. 

Um rebanho de ovelhas brancas
migravam pelo descampado em direção ao norte.
Ao longe uma perspecta nuvem guia 
Em uma remota distancia
as levava.

Neste dia a lã a carne e a gordura
Nos afastavam, a sua procura.

Fim d'tarde na terra opulenta
Jubilávamos às nossas casas.
 Um balburdio de vozes comenta
"Crepuscular bater de asas!"

Fez curvada a copa de todas as arvores
 Do cinturão verde que contorna a segunda colina.
"D'repente o azul do céu -então se abre!?!...
E este se oculta por trás da azul cortina!

O ranger da híbrida estranha
Deixaste rastros de nuvens
Nas alvas montanhas.



 XIX
ALGO ESTAVA SENDO MUDADO!!!


Revoas à alma perdida,  desencontrando
  Ao repousar, a confiança em seu ninho.
A noite, as torres novas edificadas
Não admiravam o céu, mas nós estávamos procurando  
 Sempre pensávamos estar sozinhos
Mas...Como em todos os dias à meia noite
As luzes foram apagadas.

Poucos deixaram o seu leito aquecido
Para observar o universo e suas estrelas.
Não há como todos estarem d'spercecidos?!?
Havia uma estrela a mais, grande como a lua
e todos podiam vê-la!!!


XX
O SEGREDO Q'DESPERTA O MEDO



Desafia-te burburinho, às entrelinhas.
Conturbado malhar de galhas
  Tumultuam o esmiuçar das folhas
Como se, o oculto procuras
A sabedoria sofre ensejos.
E a loucura d'sconhece o medo.
Tínhamos olhares atônitos
e, os pensamentos desarmados.
Pequenas incertezas d'quem espera.
Grandes vantagens para quem ataca,
que não deseja ser visto.

"Recusa o cortejo anfitrião
mas se regozija no receio do aflito."

Depois q'a terra foi desbravada
Ela foi subjugada.
Por forças superiores (?)
Pelas quais juravam os homens
que não se renderam,
porque não existiram , para nós o suficiente
para serem comprovados.

 Nem todos pensavam assim,
aqui.

...No futuro,
Não se tem escolha.
É o fim, e no fim não existem segredos.

 Não há mais enredos
e não existem tramas.

 Quem estava ali
Pairado à esquerda da lua
Não se escondia!

Mas observava-nos.

Como explicar sem conhecer
(O que é o medo?)
Não há receios à se render!
(Nessa sensação)
Conhecemos o segredo
Q'aguçava, a nossa ambição
E a está; chamamos de desejo.

De saber quem és?


XXI
Estranho Paralelo


Não estávamos sozinhos no universo!!!

No mar das estrelas, colossa nau
atracava, na orla de seu próprio brilho.
Como que, se do céu não precisasses
nem da altura ou da distancia
todos podiam vê-la!  

À nós, Desconhecido era
aquele que se assenta para observar a terra.
Nem sequer lançava-nos a sua voz.

Do casco da nave, esferas de sombras caiam
e tão rápido quanto chegavam estas
desapareciam.

Como uma bolha com seu ar transparente
e ao nosso ar se misturava.

Desse dia em diante seguiríamos
confusos, com quem estávamos lidando.
Em alguma parte d'nosso paraíso 
 Ele estava se espalhando!

-Mas? Aonde?


XXII
Porque, não surgistes "Antes?"



Uma nebulosa soberba, regida
de um eixo lácteo.
Uma raça superior ao cetro
que conduz o mortal, em sua vida.     
Se denominavam donos do universo.

Às margens de nossas limitações
eles se engrandeciam,
comparavam-se com nossas imperfeições
Como a cena do ato imperfeito
Nos assistiam.

Um espetáculo de tentativas e frustrações
enquanto morriam nossos pais
eles sorriam, de nossas guerras
em nome da paz. 

Houve um tempo no passado...

Quando eles avistaram a terra pela primeira vez
se sentiram ameaçados.
Mas foi por pouco tempo...

Até que seus temores foram enfraquecidos
observando-nos em silencio.

Como em silencio nos observávamos nossos deuses.
que em um profundo silencio,
se calaram.  

E, daí então nos tornaram seus passatempos
exibidos a cada um de seu planeta.

Se valorizavam e nos zombavam
e foi para tal fim, que não fomos incomodados.

XXIII
A Evolução do ser humano

Séculos de falhas, e formulas continuadas
Foram diminuindo a distancia.
No fim, do caminho alcançamos a jornada
A cada século que passava, erravam menos os nossos pais.

Foram estes, que sobreviveram ao caos
do planeta. E que surgiram na penumbra
entre as nuvens de cinzas.

 O homem de mãos vazias fez se supremo
quando chegou o seu dia.
Livre da peçonha e de todo o veneno
Ele se levantou, e junto com ele a humanidade se reerguia.

Não oferecíamos mais, a ninguém! No céu ou na terra
Um quinhão espoliado de uma guerra.
Nada tínhamos com deuses, seres, ou feras.
 D'outrora, Porvir ou  D'além.

Apenas a nós mesmos sobreviventes.
E a sabedoria perpetuou naturalmente em nossos legados.
Nos reedificamos ao lado das nascentes
Até que a própria natureza, atingiu o seu prazo
de purificação das matas, e que o mar
consumisse as impurezas dos rios.
E a seu nível primeiro retornasse.

Sem maquinas, a terra foi regida.
E pequenas tribos se tornaram multidões.
   
A herança da dor foi a nossa maior riqueza
por esse medo, nos dedicamos a viver em paz.

E vivemos, e nossa paz foi tamanha
que se houve  algum dia, deuses por aqui eles se foram.
Quando não existem motivos para que possam interferir
(Pensamos nós) Eles preferem partir.

 Com o jubilo de um pai realizado
Que recebe de seu próprio filho a segurança.
O Pai nunca vai desistir de sê-lo.
Mas segue tranquilizado
de saber que homem feito é sua criança.

 Nada mais tinha para encerrar-nos prematuramente
Tínhamos na cabeça e no coração
o conhecimento, a sabedoria e a ciência. 
 E descobríamos tudo o que precisávamos do chão.

 E com o tempo todos os vestígios passados
foram se ocultando, sendo tragados lentamente
pelo movimento da terra, através do vento
das chuvas, e da areia. 

 E chegamos aqui,
como uma ameaça
a estes habitantes de outro planeta.

Porque tínhamos algo, que nos era oculto ainda.
E, eles sabiam, que estávamos perto.
E isso causava-lhes medo!

 A nossa Evolução, no fim.


 XXIV
A saga do fim


Usurpas teu fim, a perpetuidade.
Desbrava esmero, o desdém.

...Proverbial Matusalém
O pai da longevidade
Não chegastes aquém!

No fim sempre retornas!
O enfadonho limite, extirpa o novo.

A jornada é um ciclo
o que, a si mesmo aprova
abre mão do que é suntuoso.

Nossas imperfeições, "São nossos vícios."
A saga esquecida ouve  -As boas novas!  

I 

Todo crédito mercido é do auotr

Cortinas do céu foram rasgadas
é olhares foram vistos.
Constelações inteiras estavam atentas
 ao universo que ousara ser infinito.

"Ursa, à gigante foi desolada,
a expectativa de uma guerra foi intensa."

Planeta virgem, Terra renascida
  não há maculas na alma indulgente.
Da casta das meretrizes, novas filhas
O caminho apontado, é o melhor de todos os legados.
Campos férteis, a esperança de nossos pais
foram as nossas sementes.

 Terra quem são 'stes teus filhos?
De tão alvos corações, quanto tuas nuvens
 que se espalham por este céu!
 Quem são?

II


São estes o resquício,
os germes q'outrora fora,
esmagados pelo metal,
 escaparam estes pelas menores fendas.

Quando cobriram-me o total abismo
 Desesperavam-se todos por serem mortais
e, ao ódio trilharam em sua ultima senda.

 Estes surgiram receosos,
quando os primeiros raios de luz
encontraram brechas
na escuridão.

Eles foram atingidos
pela flecha esperada;
-"Esperança" Ouviram-na em teu estampido
como a relva não plantada
que fugiram do subsolo
  sentiam medo, de serem descobertos em seus abrigos.

Mas, quando as nuvens densas cansaram,
repousaram sob o solo.
E nítido ao brilho do olhar o sol q'se apresentava.

III

Desde então tenho-os amamentado
Para não definharem-me em solidão.
São séculos de reinos sem soldados
Nunca mais se ouviram o som dos canhões.
Todas as forças foram esgotadas
Nem sequer restara para os atormentarem
um único vulcão.

Construiram para si mesmos essa utopia
e nenhuma de suas regras foram quebradas. 
 Para qual saga os enviarei?
Foi tamanha a verdade, que foi banida a valentia
 gerações e gerações que não empunharam espadas.

 Guerreiros de quimeras
que não conheceram o medo.
E, nem sabem o que esperam.

A menor das ameaças vence,
 até os maiores reinos
se estes se descobrirem em desespero.

XXV
Cântico das Lendas


 A foice encapuzada afronta
Mas do degredo escapam, às farpas
Mordazes que da morte zombam.
"Não se pode matar um fantasma!"

Bandarilhas foram enfileiradas
Em reverencia ao espetáculo
Constelações deste céu foram nomeadas
 Pertinaz estava no meio,
E, as estrelas sinalizavam seus deuses
e, no mesmo momento, mortal evoluía seus tentáculos. 

 Para cada pavor que assolava
Uma prece era enviada para o céu.
Para cada ser lendário
Um vilão usurpador se criava.
 Em permeio a nossa fé, havia um véu
Que mais nos aguçava, que protegia.
Ultrapassa-lo foi nos, imposto por necessário.

Mas chegamos ao "Limbo Debrum"
E o mar de areia se moveu
E as pirâmides estavam vivas
Como os seus próprios deuses.
Mas porventura avistamos nós, algum? 

A não ser que estes
se revestiram de nossas couraças!?!
Porque nós existimos.
E aqueles?
Seguem-nos juntos até que a vida passe.
Mora também em nós, a fé que não se acaba.
 Quando não mais exxistimos
unimos nos a eles.

A criatura e seu criador
Caminha eternamente por essa senda.
Por maior que tenha sido ambos em seu amor.
Encerra-se a existência, para que sobreviva a lenda.


 XXVI
Não és mais a mesma... 



Rija cerviz tem o mármore de sua pele
E como o longe chilrear das aves
à, ouço vagando suscitas palavras, 

Se misturando as liras, a perco
Não fostes 'inda ontem o meu amor?

Quando de dentro de ti me acenava
os teus desejos, e o teu sorriso sempre dizendo
...O quanto me amava.

Há vejo aqui,
como do lago profundo
que desdenha a superfície,
emergida caminhas. 

-Veja-me amada!
Cultivando-te entre verdelhos.
Mas antes que a tocasse
fostes-me vindimada.

-Quem levas o coração que amo?
E, me deixas bater a porta!
Mas não sabes, à minha querida
que sou eu quem a chamo.

Quem divide o vaso
separa as almas.
"Amargo ócio; D'stés acasos,
  a mais pura alva!"

-D'onde filha eles vieram?
Sempre cerquei-te às voltas
E pus-me de guarda na torre
desde a primeira gota do orvalho que sobe pela manhã.
Até a ultima lembrança q'teus olhos viram
eu estava, e a guardava! 

 XXVII
Não és mais o mesmo...


-Pisotearam as searas!
E os rebanhos se esconderam.
-O lobo descido da lua
se viu em planície nua.
"Aterrorizado fostes, Ó faminto!?!"

Sem esmero instinto se depara
Nos campos com às sombras vindas de cima.

-Não sou tua?!? "Porque nos perdemos?"   
Sob qual seio hei de deitar-me com meus filhos?

Em qual tronco recostarei o meu corpo?
Vejo-te frondejante, as margens
de meu amor estás plantado.

-Mas não alcanço os teus frutos!
Meu amado aonde fostes?
Que passastes por mim e não o percebi!
 Ou fostes de dentro de ti mesmo arrancado?

Na estagna, permaneço-me presa
 ao teu olhar altivo que se perde em grandeza.
-Não sabes tu, que não basta-me a certeza?
Aonde voejas tua alma?
Que deturpastes de minha vida o sentido.


XXVIII
À Historia desconhecida foi iniciada.


No ébrio jubilar propenso
O fim fora premeditado.
A ser uma eterna valsa,
Para um infinito tempo
Deem-lhes medidas fartas!
Para mantê-los acalentados.  

Uma chama que não se apaga,
o ardor tomou posse da vida,
do planeta, do homem e da mulher.

-Não iríamos falhar novamente!

E, não falhamos.

Todos os elos que se serviam
dos nossos erros foram quebrados.
Depois de tanto tempo submergiu
o paraíso que todos queriam.

Então o planeta se declarou exilado!
No desterro mais seguro do universo.

Mas eles sentiram fome escarnecida
Por suas voluptuosas luxurias
fomos usurpados por quase toda a nossa vida.

Mas não foram ouvidos,
em nossas terras alaridos de guerra.
(Nunca mais)
...Nem lágrimas por dores derramadas
para que por nossas fraquezas, eles fossem engrandecidos
E se levantaram como se de um pesadelo
no meio da madrugada.

E, por eles a todos nós, à guerra foi declarada.


 Como renques aparelhados,
fizeram de nós os seus alvos.
E um a um fomos sendo contaminados.

 Porque foi assim que a nossa raça foi submetida
por tantos milênios.
Confundida, dispersada e explorada.

 Quando nós (humanos) Sofremos
buscamos as razões para tal.
Mas tudo o que encontrávamos
nos indicava apenas suspeitos e culpados.

 E o império da vingança inspirou as nações
a atacarem e a se protegerem.
Todos nós estávamos perdendo
 nossa capacidade de evolução.

Pra este fim surgimos um dia na terra
e tudo que iríamos precisar estava plantado dentro de nós.
O dom da vida, e de reverter a realidade
semideuses coautores de toda e qualquer quimera. 

 Eles descobriram em nós essa essência
e como extrai-la!
Por isso não houve em nossas vidas interferências.
Por isso nossos pais (eles mesmos) se destruíram!

Para alimentar o bel prazer dos seres desconhecidos.
 Que fomentavam as discórdias e confundiam a nossa sabedoria.

 -E agora está acontecendo novamente!
De uma forma diferente.

 Lançam esferas concentradas de um espectro
que nomeamos de "Gás da descompensação"
-E sobre as nossas cabeças, estão caindo
como nada encontram do que procuram.

 Cegam nossos entendimento,
sabemos que estamos ali,
e que as pessoas que amamos também estão.
Mas não conseguimos vê-los ou toca-los como antes.

 Como não poderiam nos obrigar,
sabendo que a força do homem está em suas escolha.
Tramam para nos persuadir e instigar.
Para isso influenciam cada pessoa,
e estas são separadas.

"(Se existiram deuses por aqui do que tiveram medo?)
Deles ou de nós? Ou a quem entregaram a eternidade da paz?

 XXIX
Guerreais contigo mesmo e perdes!


 Deixas só, o sábio d'antes acompanhado
Reténs d'ste tua mulher, filhos e esperança
E terás o louco q'outrora trancafiava o nosso passado!
 
 O que adentrar n'alma humana controla as lembranças.

 Vi homens fortes desfigurados por amor.
Eram como as rochas desmontadas
Um passo sem tê-las, pesava por um dia de dor.

Mas dizer-lhe-ei "Ei-la ai!"
Mas antes que terminasses
Já havias me respondido
-Não a tenho mais aqui
talvez  esteja ela contigo!?!

 No ínfimo recôndito
acorrentada dorme a fera. 
Despertas então o atônito
no pesadelo de sua quimera.

Quem te ergues contra ti?
Quando recuado amedronta
percebes, q'não podes fugir.
Quem a si mesmo afronta. 

Chegando ao teu medo
vistes o quanto és grande?
Não há desdéns q'afaste teus enredos
A cada fase o homem se expande.

Dessa guerra o fim foi afetado
Contra si mesmo o homem
se viu atormentado.


 XXX
A trama de uma traição. 


 Desconfia-se apenas, o indeciso
Não sabes tu, que aquele que procura
é o mesmo que oculta as provas!
E apenas o que se quer encontrar
se encontra.
 
 Netos de nossos filhos pensando...
Concupiscência é a ousada meretriz
que dentro de nós veio se alimentando.
Até convencer-nos de tua presença

Das piores desculpas? "Ouvi essa;
Sou muito infeliz!"

 Não te justifiques, se és inocente!
Se tens culpa, já sofres o teu bocado.

-Ó tempo prometido, és o mesmo que nos consome!
...Há quanto tempo não a vejo.
Não há distancias suficientes neste mundo para libertar o homem.
-Quando completamente só, sofre por desejo!

-Uma eternidade dessa vida,
não a bastaria. Mulher tão linda
a força de tua fragilidade e tua maior magia.

Por ti se curvaram os reis, os servos, os deuses,
todos os malditos e benditos a desejaram.
Os santos a temiam, mas no fim todos eles
a adoraram, e sobre tua fronte as flores cultivaram.

Como poderia as pétalas levadas pelos ventos,
não repousarem sobre ti?
Não, nos-proíbas de contorna-la diz-lhe o redemoinho!
Ao vê-la sozinha. Tecem-na com desvelo
para afagarem-se entre os seus cabelos.

I-



  -Me proíbo a ti meu amigo,
meu amor ainda existe!

-Ah minha amada não consigo vê-la!
E por tua falta fiz-me um homem triste.

-Por que não és tu, aquela outra?
-Porque tu? E não ela me foste proibida?

-Olhando pra lua ainda à avisto repousada sobre a janela.
-Sempre estarei aqui a te olhar
...(Imaginar é sofrer a falta dela)

-O fulgor da luz do dia não foi o bastante,
para aquecer-me como tu me aquecias.

-Tua voz não chegara aos meus ouvidos,
sinto maior falta senti-lo perto,
 do que não sabê-lo distante.

-Quem é está meu amigo, que faz as palavras jubilarem em tua boca?

-Ela estava sozinha quando a lua eu avistava.
 -Sem que fosse interrompida, chegávamos ao mesmo lugar.

II-


 A solidão é cupido às cegas
E o amor uma luz, obstante
nas muralhas das trevas.
Insistente voragem arrouba
os amantes.

Fidelidade abstrata atravessa o impuro
E desaparece a frente do tempo.
Mas, nem mesmo uma eternidade
eximia a influência do destino e do futuro.

Quem é dono de si?
 Se o é, és apenas no agora!
Nunca será de todo no fim.
Assim como não podes voltar outrora.

Ela se entregou,
e ele a recebeu!
Nada ao homem tanto faltou
como a falta de seu Deus.

O que está por dentro,
sempre foi maior.
Sempre controlou.
Espectro régio
(são os nossos sentimentos)
Nem sempre vence o melhor
para tais construimos elegias.

XXXI
O amor que não liberta, veio de outro planeta.


Não pude aceitar o teu sorriso
"Não fora do teu rosto!"
Não pude enxergar o teu brilho
Não em outro corpo
...Não!!!

Esqueci como ama-la
como antes...
De admira-la,
mesmo distante.

Nele está quem não tenho
Quem eu sei que está aqui.
Mas apenas eu (amada) Não a vejo!
Por teu calor espero, ilúcido advento
este medo de não vê-la mais existir.
Culminado ciúme, à peçonha mortal em segredo


Se de mim fostes apagada
E de ti eu fui afastado.
Nossos filhos foram confundidos
Nossa fantasia foi então, rasgada
Quando nossas vidas
Se fizeram de sonhos roubados.
O nosso paraíso foi dividido,
Eva não foi aqui eternizada!!!
O que restas fazer aqui ainda?

"Destruir a torre cercada
para cessar o maldito encantamento!"
Sem ti, chegar ao fim dessa jornada,
Direi -Maldito seja este tempo!

Que nos impõem esse abismo,
nos tempos D'outroras não sofreram assim
os nossos ancestrais!
Mesmo que gritassem os loucos aflitos
viam um ao outro, mesmo rompendo o laço
A existência seguia até o fim.
Mas, não mais... 

Até que eu apague do olhar dele
O teu!
Nem este (a terá) e, nem aquele
E tampouco eu.

XXXII
Como amam, os seres de outro planeta?



Estes não amam,
dizem que o amor
é humanamente mortal.
Eles se proclamam
Como se de tudo fossem senhor
por isso cultivam o mau...

Pareados a sua arrogância
a glória soberba se exalta na comparação.
D'nossa essência vital se alimentam.
Usurpada é a honra, do jactante! 
O caçador covarde que abate o leão
é como o coite que as cobras amamentam.

Jardim azul visto do alto
Paraíso verde aos nossos pés.
Nuvens brancas que se desenham.
O germe evoluído é cauto,
moveu as montanhas como pedia a fé.
E se viu a mercê das criaturas estranhas.

Que nada ama
Além de seu reinado.
Sob o mesmo juraram dominar o universo.
Tinham o dom de extrair a nossa força
através das nossas divisões, lançaram suas tramas.
Para que os homens fossem dispersos,
e dessa turva radiação, enchiam sua taças
     e com ebriedade levavam a boca.

Para comemorarem em meio as estrelas,
Escondidos por milhares de planetas.
A gaiola das almas estava limitada,
nossa ciência, esperança e amor foi muito pouco para rompe-la.
Comemoram o rascunho de nossas obras,
como se este nosso mundo fosse uma gaveta.
E a qualquer hora que quisessem
a nossa historia, poderia ser mudada! 

XXXIII
O Primeiro homicídio do terceiro milênio. 


Longeva, é a fonte dos nossos dias.
Centenas e centenas de anos
Milhares e Milhares de dias
Como se nada estivesse passando.

Assim a ultima geração da terra vivia.

A partida de um ente não era sentida
Por tamanha e longínqua presença.
Até mesmo a morte chamávamos de vida
Não havia ausências em nossa existência.

Até estes dias nenhuma mão se levantara
contra o seu irmão para mata-lo ou feri-lo...

Mas o que é o homem?
Contra aquilo que nada sabe?

Não houve culpa em nós,
Nem no que mata, ou no que morreu
Nem mácula havia na traição.
Éramos a criatura sem voz
De uma humanidade sem deus
em um corpo sem coração.

Assim tombou sobre sua mãe
O lavrador de quimeras
trazendo dor a terra.



XXXIV
E, quando se sente falta?

O elo rompido, é abismo
  Uma lacuna que divide almas.

Ela sabia que ele, havia partido
e quando na dor, a solidão não se acalma,
toda saudade é sem esperança.

A falta que o outro faz, é presença banida,
aonde chegar? Atormentada lembrança,
do passado que eternamente brilha.

No amor perfeito
não existem frestas...

Não se erra, mas morre
 se o/a ter  ausente, julgas imperfeito!

Melhor vivê-lo mais,
como se de tudo tivesse pressa...
Sonhas à dois enquanto dormes.

Quando o olhos se abrem
e às imagens são insuficientes...
E porque partes em nós, q'não se sabem
não conseguem viver de forma diferente.



XXXV
Oásis e imposição...

Desliza deserta, libelo mandato à acompanha
  desabitadas nações e recomeços.
Apenas se sente, o que se sabe, é que precisa
Seguir o ocaso que assombra,
 a grande montanha
Porque nunca antes,
houve tamanha beleza desabitada.

Morta é a estrada, sem pés que trilham
coberta de relvas e lâmpadas apagadas são

Olhares vazios,
reflexos rasos n'agua quase sem brilho
Eira de pedras d'onde não brotam, nada!
O permeio do ardor causa arrepio

Diante da inanição que incita a culpa
Algo se busca! Perdão não é suplica
Até que repitas a seta o mesmo alvo

Esperança não existe no fim
"Não há mais o que esperar!"

Mas há! Sim...
O desenlace não aperfeiçoa a trama
e fins são eternidades em partes.
Como em partes a lenha aumenta a chama.

Assim se rendia o carente
Sem nervos e músculos que existam
para lutar contra o que sente
não há máximas justas, que a tais resistam 

No olho se via, o que queria
e no ouvido apenas o entender foi aceito.
Papiros de peles e poesias
 a beleza esplêndida oculta os defeitos.



XXXVI
A estranha forma de amar

Amar sem perder
sem se despedir
Sem antes esquecer
sem antes insistir.

Está em outra
está em outro.
Em outra boca
Em outro corpo

Não foi o destino
não foi a pessoa
nem mesmo a paixão.
Foi o vazio
esmo tilintar de um sino.
Que no peito ecoa
chama-o solidão.

Teve pressa.
A falsa
quimera
assalta!

O autor desconhecido
obscurece à espera.
Sonda e o desejo espreita
a fraqueza maior em um lugar escondido

Amores que não deram certo!
Corações redescobertos
chagas ressarcidas e dores.

Pela primeira vez deu se a vida
e na segunda vez não.

Quem ganha?
Quem perde,
ou quem joga?
À estranha
forma não pede
apenas rouba.

O coração de dentro
é lançado pra fora.
E um grande sentimento
é o que rápido vai
embora.

"De dentro de si, Não saiam!"
Fiquem!

Diziam os poucos
que em si mesmos ainda
estavam presente.


XXXVII
Metade roubada

O efeito interferia, "alterava"
A concepção do que se tinha
Sozinha, lacuna amada, alma...

Do cérebro, arrebatada  mémoria
Houve-se então descoberto
Existia magia no universo.

Assim como no homem mortal
Foi concedido a semelhança
A promessa sempre esteve por dentro
Sem o saber, não haveria herança.

Fora assim a nossa eternidade
uma metade sem fim.



XXXVIII
Aqueles que sempre escapam...

Quando no céu se declarou pairado
Foi breve e sagaz ao iniciar.
A vida suspensa acima de nosso planeta
Era oculta aos nossos olhares.

Mas é assim, que as batalhas são perdidas
No sorrateiro medo que assombra
Saqueia-se vidas.
E de qualquer se zomba.

Foi rápido que se alastrará
em nossa utopia os desprezados segredos
do universo.

Assim antes que tudo fosse modificado
conseguimos fugir, levando conosco
cada qual sua família.

Mas era apenas questão de tempo
sermos alcançados.

Na nossa ânsia de fuga,
ouvíamos prantos e euforias
se misturando. 

Quem resistia, resistia por pouco tempo.
A carne que cobria os nossos ossos,
pensavam por si sós.

E a solidão foi imposta,
a saudade foi apagada.
A cobiça foi despertada
A historia foi mudada
não era a nossa (era outra)

Mortes havia, havia crianças com fome
pelas ruas, e pais desesperados.
O olho não conseguia ver
o coração podia sentir.
Como também esquecer...
E ambos estavam a desistir.

Outros tomavam para si
os filhos alheios, para cobrirem a falta dos seus.
Não foi assim o paraíso
Sonhado por Deus.

Lamentávamos como o uivo fraco
do lobo morrendo no deserto.
Não tínhamos esperança que vinha do alto
nem sabíamos se nos perderíamos
um do outro mesmo estando perto. 


XXXIX
Herança tecnológica 

Migrávamos para a mais longínqua montanha
Lugar d'onde havíamos nós proibido.
Um grupo de pesquisadores de nossa anterior
geração, haviam encontrado nela um forte
por nossos antepassados construído.

 Ali se refugiaram isolados por centenas de anos
os que pareciam, serem a ultima esperança de nossa espécime.  
Todo o interior da montanha
fora removido a dezenas de metros de profundidade.
E construiram ali, o cérebro tecnológico da humanidade.

E tudo o que restará; "Uma multidão de milhares de corpos"
A fome, a sede, a solidão e a loucura os consumiram
antes que concluíssem o que estavam esperando. 

Havia um ultimo registro do ultimo cientista
que sobreviverá;

"Consegui a maquina do tempo está pronta"
Mas para onde irei...Ao passado?
Para novamente ver os homens sendo assassinados.
E, a maldita sina se repetindo de novo
E me ver novamente nas praças
como o insano oráculo adivinho 
e escarnecido como um louco.

Nem eu mesmo consegui encontrar,
e quando voltei todos estavam, mortos.

Ou ao futuro? Para morrer sozinho?
Destino que nem ousei conhecer.

"Prefiro morrer aqui, abraçado ao que restou
de minha família!"

Se porventura houver algum sobrevivente
que encontre este lugar um dia.
Está ai, a nossa ultima herança.
A ultima a qual desejamos.

Antes que eu encerre a minha vida,
deixo mesmo que a ninguém
a ultima fórmula dessa evolução.




XL
A cidade Lancinante

Nome decretado entre nós
Para a gigante caverna de aço
O massacre natural, da morte atroz
Que cobriu até o ultimo homem
em seu fracasso.

Considerado lugar maldito
Lacrado foi por nossos pais
Agora o almejávamos bendito
Como o nosso recôndito de paz.

Quando à avistamos,
alguns entre nós já haviam se perdido.
E sentindo se sozinhos não quiseram prosseguir.

Mas adentramos por seus portões
com provisões e mantimentos
para alguma estações apenas.

E, os encerramos após a nossa passagem
e por suas frestas víamos os espectros que desciam do céu.
Mas não conseguiam nós perceber naquele lugar.
O extenso campo de ossos, tomado pela morte
foi o único que podíamos dizer
"Nosso seguro lar"

Por pouco tempo...



XLI
O segundo caos na terra

Passado alguns meses formamos uma pequena expedição
para sondar os sobreviventes que haviam lá fora.
Havia um paz dissimulada que regia a vida.

Por um fio, observamos pessoas se matarem.
Estranhos conhecidos e estranhas formas
de se amarem.
E às crianças não mas eram como outrora.

E à meia noite, hora desejada por todos
Hora que a lua sempre cheia brilhava
E o amor era visto em luzes nos rostos
Agora a luz branca se apagava.

E da terra até o céu
todos os dias aquela hora...
Uma sombra escura era colhida
Por trás de cada olhar havia um véu
que oculta a alma que não sabe porquê
Mas chora.

As sacadas estavam vazias
e todas as luzes acesas.
Mas nossos irmãos eram sombrios
e acuados como feras presas.

Nosso coração doeu
ao vê-los cruzando um pelo outro
sem se conhecerem.

Como poderia ter se mantido escondido
durante tanto tempo.
Um reino distante, e tão cruel ser
Ali mesmo chorando pelos nossos
chegamos ao consenso
devemos deter
"O Autor Desconhecido!"

XLI
O ultimo sacrifício pela vida


...(Continua)
Lourisvaldo Lopes da Silva.

 Link para o fim desta saga

http://lorisvaldolopes.blogspot.com.br/2016/12/continuacao-da-saga-poetica-o-autor.html
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