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terça-feira, 2 de maio de 2017

(Poema) Sobejas


Sobejas

Mesmo frágil, a planta desfolhada ainda vive
temos raízes cravadas, e nossos rebentos sonham flores
a semente do amor é um pequeno grão quando sonha, sozinha
querendo ama-la percorro o caminho de volta,
de teu corpo macio, desejo-lha surgir  n'alfombra.

O deserto não sobrevive aos campos fartos,
foi a saudade um jardim de lembranças
nem mesmo os sopros da solidão apagaram teus rastros
meu amor espreito respira a tua sombra. 

De costas pro mar o horizonte anoitece
cheiro de terra aromada desperta a aurora
ao sol das manhãs de primavera, floresce
e deste amor que ti despedes, fica
este amor que ti devora. 




L.L.S
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